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Medra

por WAndrade, em 16.07.15

E foi só um escorregão… mas confesso que doeu.

Não daquelas dores infindas, de cortar os pulsos, foi mais um

incómodo, vontade de ficar quieta, encolhida, escondida debaixo das

cobertas a ouvir um blues bem baixinho.

Mas passou morena, ah, passou…

Medo é traço que não combina com minhas ideias,

com aquilo que almejo.

Não tenho nem nunca tive medo de nada, é claro que

resguardo-me, mas isto e só.

Já passei o diabo, mas de cara com ele, percebes?

Ali, fuça na fuça, e se alguma vez o dito me venceu foi por milésimos,

morena, por milésimos e muito poucas vezes, acredita.

O medo só te vai trazer mais querer e mais lembrar, morena,

assimzinho com estás neste momento, só saudade,

só lembrança, só querer.

Pena, sabes? Teus olhos ainda continuavam na minha cabeça

até inda ontem, ou antes, sei lá… sem medo, tirei-os dali.

Hoje já é amanhã, morena, e o dia está lindo.

WAndrade – 16/07/2015

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publicado às 12:32

Amanhã

por WAndrade, em 22.06.15

Tira os olhos dessa jangada, morena, a maré inda mal levantou.

Tira o peito dessa moenda, pequena, o calor ainda nem te alcançou.

Estavas nas alturas, eu sei, funduras tuas onde não te atreves…

e onde eu sempre estou.

Mas não leves isto tão a peito, que isto lá é jeito de tratar um coração?

Fugiste do teu sem tamanho desejo de sentir-se viva. E daí?

Eu bem que deitava tua vontade envergonhada em meus abraços

e te dava dormida até adormeceres, morena, até adormeceres…

 

Amanhã não se sabe se chega, morena…se chega, o vemos amanhã.

WAndrade – 22/06/2015

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publicado às 19:45

Esquina

por WAndrade, em 08.11.13

É, eu sei...não dá vontade de ir embora, não é?

Todo assunto é variável para ficar.

Qualquer vírgula é motivo para mais uns minutos, um olhar...

Fica ali uma vontade de abraço, misturada com limite,

a meio com o desajeito de dizer anda cá!

WAndrade -08/11/2013

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publicado às 22:12

Disfarce

por WAndrade, em 11.02.11

Distância.

Achou esta a atitude mais correta (?)

Sim, isso faria a morena perceber as suas certezas e escolhas.

Claro, vez por outra daria o ar da graça, mas sempre, sempre na distância.

Falaria do tempo, dos negócios, enfim, assuntos gerais, de pouca importância.

Afinal, tinha a certeza de que estava no caminho certo...

A morena entendeu e, mais que isso, começou a perceber a ironia da coisa.

Notava a distância e a respeitava, mas via claramente a dúvida deste comportamento.

As poucas intervenções vinham carregadas de perguntas, indiretas, conversas alongadas para não dizer nada, era evidente a falta que sentia dela.

A morena começou a perceber as “visitas” em dias certos. Sabia que naquele tal dia seria observada.

Não percebia era o porquê deste comportamento, afinal estava tudo dito, quem quer que fosse sabia o que a morena sentia. Mas deixava correr, agora tinha consciência de todo o seu potencial, sabia que conseguiria, até por estes atos.

Preparava-se para o dia em que era notada, passou a fazer presença neste dia e sabia que ali estaria sua resposta. Sem palavras, sem comentários, apenas a presença.

 

...precisava saber se a morena ainda estava a seu alcance.

WAndrade - 02/2011

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publicado às 16:49

Porta aberta

por WAndrade, em 28.01.11

A morena estava faceira...

E livre.

Assim, no começo, quase não se deu conta desse pormenor, não lhe dizia respeito, afinal.

Mas... aquilo ficou na cabeça.

Muita coisa na cabeça, tanto a fazer, trabalho, aquele desandar da vida...

mas a morena estava livre...

E faceira...

Tentou firmemente, prometeu que não ia mais pensar naquilo, afinal, o que importava?

A morena estava faceira...

Afinal, superou. Superou, como assim? Hã?

A morena estava livre...

Onde foi a morena? Com quem? Ai, ai, ai, porque isso não lhe saía da cabeça,

tanto a fazer, trabalho, aquele desandar da vida...

não conseguia entender aquele pensamento na morena...faceira e livre...

Algumas vezes não resistiu, procurou na rede, nada... mas não daria o braço a torcer, claro;

nem pensar perguntar a algum dos amigos, a alguém; não, não ia, definitivamente, fazer este papel. E, também, pra quê?

aquele desandar da vida...

A morena estava faceira...

e livre...

E se, talvez, tentasse uma abordagem engraçada? Abordagem??? Que horror!!!

Sim, mas se tentasse se chegar, um nadinha que fosse? Quase sem querer, um "acaso" desses...

A morena estava livre...mas teria esquecido tudo? Sem chances de sabe-se lá o quê?

Não, a intuição dizia-lhe que não, a morena não tinha esquecido... era muito para esquecer...também não tinha esquecido, certo?

Lá no fundo, mesmo negando, sabia que, se não tomasse uma decisão rápida, perderia a morena...

que estava faceira!!!! E livre! 

Sabia que se chegasse da forma certa (?) a morena não resistiria - tinham tanto em comum, tanto que viveram - e tinha a certeza de que ao chegar, a morena não faria desfeita.

Imediatamente pensou, quanta certeza!!!  De onde tinha tirado a idéia de que a morena dobrou-se na espera? Não, a sua morena estaria lá, faceira... e livre.

Teve a certeza de que estar perdendo um bocadinho o juízo: a "sua" morena? ...aquele desandar da vida...

Sim, e se decidisse, ainda assim, tentar? Não, não daria o braço a torcer, podia era levar um redondo e sonoro (o som da morena) "Não, obrigada!" Ou ainda um "estou ocupada", ou algo do gênero "tarde demais"...mas porque pensava tanto nisso?

A morena estava faceira...

E livre...

 

Agora tinha certeza, estava completamente em confusão, divisão era o seu nome...queria a morena faceira, ah, como queria! Mas e a vida desandada?

Tá, tinha lá suas coisas ainda, a loucura já havia passado, a liberdade já não era assim tão fascinante, copos e copos, pra quê? Não tinha mais novidade, só cansaço e mesmisse. Porra, tinha se comprometido.

Mas algo lhe dizia que  a morena, faceira e livre, tinha tanto a lhe dar ainda, estava viçosa, alegre, inteira, via isso nas poucas conversas ou rápidos encontros. E onde ia a morena? O que fazia? Com quem andava? A cabeça mais e mais rodava, o pensamento já não tinha freio... a morena, a morena...  faceira e livre...

Estaria mesmo livre? Não, não tinha mesmo ninguém... nunca falava de ninguém em especial...ia a festas com amigos...

Ah, tinha ainda uma chance, claro que tinha... afinal a morena sempre estivera ali... mas não iria dar o braço a torcer, isso é que não... dar o primeiro passo? Jamais!

A morena estava faceira...

E livre... 

Mas como fazer com que a morena soubesse? 

 

 A morena sabia...  Faceira e livre, deixou a porta aberta...

WAndrade - 01/2011

 

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publicado às 11:44


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