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60 Tons de Wania Andrade

por WAndrade, em 27.12.15

niver3.jpg

Ainda não consigo falar, tenho a emoção grudada na garganta. Foi muita coisa para vencer, muita dor para desdoer, tanto sonho para (des)sonhar e inventar outros tantos.

Minha festa, minhas vitórias, meu ano em que renasci. Minha prima chamou-me Fênix, tenho que concordar.

Minha tribos, as várias, juntas a comemorar os meus 60 tons, bonito de ver, melhor de sentir.

Só tenho a agradecer. Valeu!

Tudo!

eu.jpg

 

WAndrade - 27/12/2015

 

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publicado às 20:28

Reparo

por WAndrade, em 06.12.15

O silêncio é uma óptima moeda de troca,

mas é mau conselheiro e amnésico.

É exímio em fechar portas, mas esquece que o mundo é redondo.

É um excelente “leva-e-traz”, mas é linguarudo, fofoqueiro e mal-educado.

Com ele não há meias palavras, diz exactamente

o que dói, como dói e porque.

Não traz benefícios, nem demonstra altivez, ao contrário,

o silêncio é um queixume claro de quem não é feliz.

O silêncio não é arma é óbvio, não é atitude é grito.

Por isso, meu amigo, não se iluda pensando ser o silêncio

a sua jogada de mestre, um seu preciosismo.

Ele sempre, mas sempre vai deixá-lo na mão

quando você mais precisar.

WAndrade - 06/12/2015

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publicado às 10:38

Soltas

por WAndrade, em 05.12.15

Um dia você vai ter que parar de ignorar o óbvio.

Um dia você vai ter que olhar para esses olhos e ver-lhes a tristeza,

as rugas, o baço que eles lhe devolvem.

Vai ter que parar de fingir que era isso e olhar à sua volta, o caos.

Um dia você vai ter que parar e ouvir o seu amigo.

Vai ter que encarar o deserto que é a sua alma.

E perceber o que o seu medo fez com o que era bom em você.

Vai ter que abrir as suas janelas e ver o seu próprio horizonte,

aquele que você desejou.

Um dia você vai ter que parar de rezar este credo

que mais lhe assombra e inquieta.

Vai ter que parar de abrir mão, parar de disfarçar alegrias, parar.

Parar!

 

Um dia você vai ter que parar naquela rua.

WAndrade

 

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publicado às 15:27

Desarreda

por WAndrade, em 01.09.15

Então que tenho novos vizinhos. Porta com porta. Eu disse novos vizinhos, mesmo novos. Quatro rapazes entre os vinte e pouco e os vinte e pouquíssimos anos, alegres, educados, enfim, vinte anos…ai. Vamos lá imaginar, um T0* com quatro moradores, homens. Tranquilo…

Não fosse a questão que me traz a este texto. Os móveis (incluídos no arrende) que os meninos, evidentemente, não puderam lá manter, visto que quatro camas num T0 mais os móveis, claro que alguma coisa iria sobrar: uma estante, duas poltronas e a bicicleta de um deles. Tudo no hall de entrada do prédio (que já não é assim nenhum exemplo de beleza ou de estilo).

A mim nada afectou, já há algum tempo danço a dança e sigo em frente. Mas…nem tudo são flores, dentre todos os três antigos moradores do prédio fui a “escolhida” (única mulher) para convocar a “retirada imediata daquela coisarada” da nossa tão majestosa e imperial portaria. Palavras do morador mais velho do recinto, que de tudo sempre a todos reclama.

Claro que com um quarto de hora de prosa estava tudo resolvido, os móveis retirados e a paz restituída ao local.

Mas o que me fez parar e escrever foi o reconhecer de como a vida é fácil e como somos capazes de a complicar. Quando referi que o posicionamento dos móveis atrapalhava a leitura da água e do gás, o miúdo me respondeu, dando de ombros, tranquilo, como requer a vida, seja aos 20 ou aos 80 anos: atrapalha? Desarreda.

Aprendi.

WAndrade – 01/09/2015

*T0 – imóvel com apenas uma assoalhada

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publicado às 19:13

Desnorte

por WAndrade, em 01.09.15

Sai do meu silêncio, pelo amor de Deus, já que eu não consigo

deixar de ser teu.

Muda de caminho, desinfecta, sai, deixa-me deixa sozinho,

vê se te distrais com algum outro pergaminho.

Este peito é meu, nunca que eu pedi as tuas mãos aqui, tão próximas

de serem dor de me tocar, nunca quis teu rosto tão rente do meu,

tão rente, tão quente, nem tentes, te arranho a sério.

Sai da minha língua, que esse doce é meu, fundo assim amargas …

que é que foi que te deu?

Não sou teu avesso, nem tua metade, nem teu lado peste ávido

de partes, nem teu lado santo húmido de culpas.

Sai dos meus domínios, bebe o teu dulçor, já que não consegues

deixar de ser eu.  

WAndrade – 01/09/2015

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publicado às 19:02

Ui

por WAndrade, em 29.08.15

Operei.

Correu tudo tão bem que só agradeço, agradeço, agradeço…

Mas, como não podia deixar de ser, teve seus momentos.

Claaaro que eu cheguei muito cedo, muito antes até do que as senhoras da limpeza, claro que o hospital ainda estava fechado, claro que eu estava em pânico e claro que eu achava que ninguém estava a perceber isso.

Ok, bloco operatório, um agradecimento enorme às senhoras enfermeiras Ana e Carolina, pelo carinho, atenção e a mão na hora da anestesia, que aliás…doeu. Dr. Fernades Costa, alegre, bem disposto e perfeito em seu ofício, gratíssima! Dr. Mario Pires, anestesista, meu respeito e gratidão, sua conversa boa, alegre e interessante sobre tantas coisas, entendeu que toda aquela minha “tranquilidade” era apenas um enorme cagaço!

Dito isto, vamos à coisa. Eu, toda Hoʻoponopono*, tentava, em vão, uma auto-hipnose que resultou apenas numa enorme risada do Dr. Mario. A cirurgia em si durou quarenta minutos, se tanto, mas para mim foram dois séculos. Ainda zoada pelo calmante fui para o quarto sem saber se era domingo ou Natal.

No mais, um ligeiro desconforto ainda, recuperação perfeita, nem cicatriz. Como sempre.

WAndrade – 29/08/2015

*Hooponopono é um dos métodos de auto cura mais efectivos que existe.

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publicado às 13:54

Só isso

por WAndrade, em 29.08.15

Gostava era daquele sorriso, aquele do cantinho da boca que puxava a bochecha levemente para cima. Um riso leve, que nada tinha de mais… nada, era apenas leve, sorriso de quem estava solto e a gozar de boa saúde. Riso de quem via e…só…ria. Agora era momento de rir, em paz, em casa, consigo. Entendeu de ser feliz assim, sem precisar do que fosse, apenas sorrir. Por vezes até uma compaixão aparecia para lembrar-lhe das mascarezas que a vida empresta aos oblíquos, mas era coisa passageira, logo o sorriso vinha em seu socorro, leve e atencioso.

E se ria. E mais ainda diante do espanto da moça, quando respondeu, à pergunta quase aflita, que estava óptima.

WAndrade – 29/08/2015

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publicado às 13:47

Diplomacia

por WAndrade, em 05.08.15

Ei, olha, nem te dês ao trabalho de responder.

Não espero (e nem preciso) respostas, apenas vou em frente, em paz.

Aliás, só perguntei por uma questão de educação,

sei bem como é difícil passar por alguma situação

menos boa e não ter uma santa alma que nos pergunte

se está tudo bem ou se precisamos de algo, um copo-d’água,

um “38”*, sei lá…

E mais, eu percebo certinho quem parelha com quem e porque,

escusas de te preocupar.

Por falar nisso, eu estou bem, grata por não perguntar.

Aliás, foi exactamente isso que me deu tamanha força,

minha quase invencibilidade na vida.

Foi não ter quem me segurasse a mão na hora do trambolhão.

Sabe o que mais? Levantar com minhas próprias pernas foi o máximo,

só tenho mesmo a agradecer.

Precisando é só ligar.

 

*arma de calibre 38 (revolver)

Ah, já agora, não tenho ido à capital e não, não fui ao concerto da cantora,

se é isso que querias saber… ou contar…e também não pretendo ir á terra

WAndrade – 03/08/2015

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publicado às 13:38

Aláfia

por WAndrade, em 02.08.15

E no final diz-me a dona: “descansa com o tempo, te adona de ti,

silente, sê em paz tudo aquilo que mandar o teu coração…

teu renascido coração”!

Quem hoje me recebe neste abraço de contente, esteve em mim toda

a vida, mesmo quando revolta e tristeza tiraram-me

o viço, a calma, as certezas.

E apesar de seu muxoxo breve, encantou-se de alegria ao ver a sua

“menina”, finalmente encaminhada, que bons caminhos se buscam

nas pedras, nas águas, na terra, onde quer que se pise com fé.

A alva vestimenta que hoje me ampara leve o corpo também me cobre

a alma, eu tatuada em mim, a branco, inteira e mansa…

 

...quase.

Que marmotagem, hein? Ah, pois é!!!!!

WAndrade - 02/07/2015

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publicado às 15:19

Genebra

por WAndrade, em 23.07.15

Pronto. Cirurgia marcada e eu totalmente animada (fiz até a dancinha aí debaixo).

E no caminho para a casa, a cabeça lá e cá, lá e cá, como só eu consigo…

a loja, a vida nova, aquela estrada de sempre… sempre Coimbra…

Lembrei que minha mãe tinha joanete. Minha avó também.

Minha avó e suas atitudes. Jamais se importou com os falaricos e os dóidóis mezinhos.

Por um amor, um grande amor, largou tudo, o marido árido, a casa fria, as filhas, levou somente o mais pequeno pela mão. Consequências? Que viessem!

Lembro-me dela num aniversário meu, sentada na poltrona da sala,

a sorrir, depois das águas passadas.

Minha mãe e suas atitudes. Quando saímos de casa, ela enfrentou

meu pai, disposto a tudo…inclusive a não deixá-la sair.

Por um amor, um grande amor, vi, pela primeira vez, minha mãe sem maquilagem, deitadinha no sofá, completamente precisada de colo. Quieta, quietinha como pede o coração quando está aos rasgos.

Vinte anos depois este mesmo amor retorna, pedindo perdão, querendo

retomar o romance, dizendo que nunca a tinha esquecido.

Resposta de minha mãe: “Agora é muito tarde!”

 

Eu? Ah, eu também tenho joanete. Eu sou dessa tribo aí.

Quem sai aos seus…. pois é!

WAndrade – 22/07/2015

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publicado às 19:34


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