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O re das coisas

por WAndrade, em 16.03.13

Encontrava-se aos poucos, sem a obrigação de.

Redescobrindo um território às vezes abandonado por completa falta de paciência,

voltava, ia, assim… voltando.

Não era susto mais a solidão, talvez sustasse algum momento imprevisto,

porém não mais cintilava à novidade.

Aprendia, agora sem ansiedade, a lidar com isso como o corriqueiro.

Ter-se. Esse era o caminho. Isso era tudo.

WAndrade – Ago/2011

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publicado às 12:58

Mira o mar, Mira

por WAndrade, em 03.03.13

Dali via o mar. Todinho.

Via as ondas formando muros

que encostavam no  céu,

que viravam espuma que lhe vinha agradar os pés.

Via as pedrinhas brilhantes que ficavam ali,

prendas das deusas, banhando-se beirinha d’água.

Via os cães engraçados que brincavam com as aves de bico achatado.

Via os barcos pesqueiros chegando com a noite, trazendo o do mar.

Via os velhotes nos bancos brincando de sol,

via o vento na cara fazendo pirraça com o cachecol.

Dali via o mar todinho. Bastava fechar os olhos.

WAndrade – 21/02/2013

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publicado às 15:31

Previsão

por WAndrade, em 01.03.13

Ainda não dava com aquilo, mas o certo,

certo é que estava a desfazer-se.

Pensamento, peito e alma, tudo um emaranhado estranho 

de apoquentação e tédio do mais profundo.

O casulo, antes cálido e rosáceo, agora cingia os passos, cerração.

Mas dar, ainda não dava com aquilo, algo de embaraço largo.

Espaço demais para um viver de menos desapaziguava os miolos

dia sim, dia não, como um aviso. Premonição talvez.

 

Fez que esqueceu e foi tomar banho.

WAndrade – 19/02/2013

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publicado às 23:26

A que, não sabia...

por WAndrade, em 25.02.13

Aquilo sabia a não sabia o que, mas doce não era.

Era de leve açoite, mas diário como a noite.

Perverso lobo que espreitava, matreiro, as horas desertas

em que madrugava exangue pela tela.

Tinha quedado, escusado negar.

Nascido falido, o enredo parco

mais e mais impunha-se desajuntar.

E isto feito, quem sabe,

deitava ao lume de uma estrela pequenina

que no só colou a rima, que sabia a esperar.

WAndrade – 18/02/2013

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publicado às 11:44

coisas que penso por aqui

por WAndrade, em 28.01.13

 

 

Porque nada fica sem resposta da vida, nesta vida. Fazer o bem é uma questão de escolha da alma (não é ser perfeito, atenção!) e um trabalho diário da razão (e do coração).

Até porque, como disse eu numa canção, "pra fazer mal feito tem que fazer bem feito".

WAndrade -28/01/2013

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publicado às 12:45

Tem gente que vive de mentira

por WAndrade, em 26.01.10
Marcelo Migliaccio - Jornal do Brasil,  domingo, 24 de janeiro de 2010

Tô meio de saco cheio de gente mentirosa.
Não esses mentirosos compulsivos, que mentem em torrente. Desses eu me afasto, porque a vida é muito curta pra perder tempo ouvindo conversa fiada.
Falo de pessoas que usam a mentira como recurso cotidiano. A mentira a miúde, que eles acham que lhes descomplica a vida. Acham mais cômodo mentir do que explicar
Geralmente, esse tipo usa muito a interjeição "Quê?"
Por exemplo, você pergunta alguma coisa pro cara, e ele, apesar de ter ouvido perfeitamente o que você perguntou, responde automaticamente um:
_ Quê?
Esse "Quê?" ele usa para ter tempo de pensar numa mentira pra te responder. Enquanto você repete a pergunta (que ele ouviu muito bem) o sacripanta está inventando alguma coisa pra te responder.
Pode reparar.
Outro tipo de mentiroso é o que marca as coisas sabendo que não vai cumprir. Costuma acontecer muito com prestadores de serviço. É aquele chaveiro que você chama para trocar a fechadura da sua casa e ele anota o endereço, marca hora e não aparece.
Ele sabia desde o início que não iria, mas fez todo o teatro como se você fosse um otário que não merece consideração.
Acontece algo semelhante com pessoas que você convida para algum evento social, dá o endereço certinho e, quando pergunta se o cara vai mesmo ainda ouve um decidido:
_ Devo ir, sim.
Vai nada.
Tem também o mentiroso que finge ser boa praça. Tudo que lhe pedem, ele diz que vai fazer, vai conseguir, dá até garantia, prazo e tudo mais. Mas não providencia nada. Um minuto depois, já apagou da própria mente qualquer resquício do que acabou de prometer. Isso dá muito em local de trabalho. É aquele cara que fica pra lá e pra cá fingindo que está resolvendo um monte de pepinos.
_ Pode deixar comigo, eu vejo isso hoje ainda...
Não acredite. Ele não vai ver nada. E, quando você cobrar, o artista responderá prontamente que tá faltando um detalhezinho, ou que deu um probleminha, mas que tudo se resolverá em 24 horas.
Custa o cara dizer que não pode ajudar, que não quer, que não tem tempo, que não tem saco, que não está a fim, que tá sem grana?
Custa. Para ele, custa muito.
Ser sincero no dia a dia custa muito a muita gente, que prefere viver pulando de mentirinha em mentirinha, achando que assim reduz os atritos e chega mais inteiro ao final do dia. Na verdade, o mentiroso é uma alegoria de ser humano, um indivíduo incompleto, que vive uma vida de ficção.
Às vezes, o mentiroso acha que pode ganhar dinheiro com sua suposta habilidade e aí ele torna-se um estelionatário, que eu acho um dos piores tipos de criminosos, porque sua arma é o olhar. Ele te engana e te rouba na conversa, sem violência, ou melhor, só com a violência da mentira. Nosso consolo é que esse tipo nunca dorme tranquilo, nunca dobra uma esquina relaxado, porque do outro lado pode vir alguém que foi enganado por ele há um mês, um ano ou uma década. E aí...
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publicado às 11:21


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