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Encantadora de almas

por WAndrade, em 26.06.13

Meu amigo poeta, Velto Silva, de quem tenho um poema aqui,

disse outro dia que eu era uma "encantadora de almas".

Um carinho que agora retribuo.

 

Chamaste-me encantadora de almas?

Não, meu caro parceiro, nem por isso.

Apenas não me furto a olhar de frente para o que de frente está e não só,

Erma em mim, aprendi que falar é fácil e querer mostrar é ardil danoso,

aparentar é cadafalso, dissimular é fraqueza, esconder é grito,

silenciar é teia.

O vento atravessa-me notícias, olhares e vagares e, assim, vou desvendando

 almas latejantes, distantes de serem calma.

Encantadora de almas?

Não, traduzo apenas os sentimentos soslaios e tristes

que alguém esquece vez por outra em mim.

WAndrade – 06/05/2013

 

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publicado às 12:40

Dança

por WAndrade, em 24.06.13

De repente aquele salão era só os teus olhos…

de repente o mundo desapareceu e eram só os meus olhos

e os teus olhos…duas bolinhas de gude a correr dentro dos meus,

aflitos , a pedir respostas, a querer  vida, a saltar de mim em mim

a cada palavra, cada gesto, cada canto…

nunca um silêncio foi tão avassalador e calmo.

Nossos passos síncronos nas folhas, passos iguais

e depois, de longe, ainda vi teu olhar grudar no meu.

Fugiste, eu sei, mas daquele mundo que inventamos ali, não,

dele não te livras nem soltas.

Foi muito, foi tanto, todo o espanto da tua entrega nos meus olhos,

nos teus olhos.

WAndrade – 24/06/2013  

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publicado às 23:24

Sacratu

por WAndrade, em 13.06.13

 

Não tem mel nem benzedura, de joelhos uma jura, nem assim.

Não tem pão prum desgraçado, nem calçado gasto à santa, nem assim.

Não tem lanho nos costados, faça sol ou vare a noite, nem, nem assim.

Não tem reza braba ou fome e sede ou castigo de joelhos, milho ou pregos.

Não tem cruz nem sacristia, nem do padre a homilia, dia a dia, dia a dia.

Quando a tal vem das entranhas inflamada e então voraz,

uma praga já rogada não receia, não faz curva e tampouco marcha atrás.

WAndrade – 13/06/2013

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publicado às 14:49

Conchas

por WAndrade, em 06.06.13

Em  "La Tojas" toda a impaciência e todo o desamparo que trazia o temporal.

Ali chorou sua esperança maltratada e fincou no eterno

um tanto assim de saudade.

Ali talhou, para sempre, cada gota do seu sentimento mais profundo.

E ali voltaria de mãos dadas com a vida.

Era promessa, era destino, era o que tinha de verdade.

WAndrade – 20/04/2013

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publicado às 15:20

Sinceramente

por WAndrade, em 06.06.13

Acho que agora danou-se…

Não era nada disso, ou não tinha que ser, acho eu.

Era para ser forte, sim, bonito sim, intenso, sim, mas…

apenas isso.

Algo que não vergasse, fosse o vento que batesse,

que não tremesse, fosse o susto que apanhasse,

que não brotasse além da conta, encantos além não eram o planeado.

Vontades inquietas não constavam do original, muito menos

esta balbúrdia discreta incomodando o coração.

Agora danou-se, um dia sem falar contigo e cá estou,

de lá pra cá dentro de casa, sem saber o que fazer dos meus sentidos.

WAndrade – 06/06/2013

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publicado às 15:12

Bêbada

por WAndrade, em 30.03.13

Não do carinho desemprumado, assim de soslaio, quase um afago no cão,

muito menos das flores tropeças e catadas a preço, obrigação morna e jargão,

e nem do lesco-lesco desenxabido que por vez ronda as noites líquidas, tão líquidas.

Do que faz lustre, sim, o qual, acredite, não vem de dentro da carteira

e sim da alma enternurada e esta não vaga por aí  na borga, ah não!

Das atitudes, sim, pequenas que sejam, que dão o tom maior ou menor para seguir

no vai-da-valsa ou abrir a cauda do piano…

Daquilo onde sejas objectivo e não episódio.

 

Beba da vida, meu bem, beba da vida!

WAndrade – 30/03/2013

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publicado às 13:39

Na virada...

por WAndrade, em 14.03.13

Porque na fase da mingua, a lua despista o que prometeu,

se faz de rogada e disfarça um descanso, matreira, há que pensar.

Porque o vento, ao dar conta da calma, espalma vazantes, correntes e

muda, de repente ele muda, há que atentar.

Porque o tempo, amo supremo dos mistérios, ele vira. Revira os juízos, palavras

e contas, há que esperar.

Porque, na virada, o desfecho é começo, o que vem sempre volta, o prometido

é cobrado, o dito desdobrado em mil.

Na virada, o tempo avessa a lua que muda os ventos que põem tudo no lugar. 

No seu devido lugar.

Duvida?

WAndrade – 12/03/2013

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publicado às 12:59

Tem gente que vive de mentira

por WAndrade, em 26.01.10
Marcelo Migliaccio - Jornal do Brasil,  domingo, 24 de janeiro de 2010

Tô meio de saco cheio de gente mentirosa.
Não esses mentirosos compulsivos, que mentem em torrente. Desses eu me afasto, porque a vida é muito curta pra perder tempo ouvindo conversa fiada.
Falo de pessoas que usam a mentira como recurso cotidiano. A mentira a miúde, que eles acham que lhes descomplica a vida. Acham mais cômodo mentir do que explicar
Geralmente, esse tipo usa muito a interjeição "Quê?"
Por exemplo, você pergunta alguma coisa pro cara, e ele, apesar de ter ouvido perfeitamente o que você perguntou, responde automaticamente um:
_ Quê?
Esse "Quê?" ele usa para ter tempo de pensar numa mentira pra te responder. Enquanto você repete a pergunta (que ele ouviu muito bem) o sacripanta está inventando alguma coisa pra te responder.
Pode reparar.
Outro tipo de mentiroso é o que marca as coisas sabendo que não vai cumprir. Costuma acontecer muito com prestadores de serviço. É aquele chaveiro que você chama para trocar a fechadura da sua casa e ele anota o endereço, marca hora e não aparece.
Ele sabia desde o início que não iria, mas fez todo o teatro como se você fosse um otário que não merece consideração.
Acontece algo semelhante com pessoas que você convida para algum evento social, dá o endereço certinho e, quando pergunta se o cara vai mesmo ainda ouve um decidido:
_ Devo ir, sim.
Vai nada.
Tem também o mentiroso que finge ser boa praça. Tudo que lhe pedem, ele diz que vai fazer, vai conseguir, dá até garantia, prazo e tudo mais. Mas não providencia nada. Um minuto depois, já apagou da própria mente qualquer resquício do que acabou de prometer. Isso dá muito em local de trabalho. É aquele cara que fica pra lá e pra cá fingindo que está resolvendo um monte de pepinos.
_ Pode deixar comigo, eu vejo isso hoje ainda...
Não acredite. Ele não vai ver nada. E, quando você cobrar, o artista responderá prontamente que tá faltando um detalhezinho, ou que deu um probleminha, mas que tudo se resolverá em 24 horas.
Custa o cara dizer que não pode ajudar, que não quer, que não tem tempo, que não tem saco, que não está a fim, que tá sem grana?
Custa. Para ele, custa muito.
Ser sincero no dia a dia custa muito a muita gente, que prefere viver pulando de mentirinha em mentirinha, achando que assim reduz os atritos e chega mais inteiro ao final do dia. Na verdade, o mentiroso é uma alegoria de ser humano, um indivíduo incompleto, que vive uma vida de ficção.
Às vezes, o mentiroso acha que pode ganhar dinheiro com sua suposta habilidade e aí ele torna-se um estelionatário, que eu acho um dos piores tipos de criminosos, porque sua arma é o olhar. Ele te engana e te rouba na conversa, sem violência, ou melhor, só com a violência da mentira. Nosso consolo é que esse tipo nunca dorme tranquilo, nunca dobra uma esquina relaxado, porque do outro lado pode vir alguém que foi enganado por ele há um mês, um ano ou uma década. E aí...
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publicado às 11:21


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