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Ora muito bem!!!

por WAndrade, em 24.05.13

A alegria, o estado de felicidade, o tal do “estar muito bem”, são matreiros.

Se genuínos, infiltram-se, delicadamente, nos olhos, nos gestos,

no jeito leve de andar,deixando a quem vê,

a certeza de que vai ali uma pessoa realmente feliz.

Mas, se ao contrário, o “estar muito bem”, mostra olhos ressentidos

numa cara rota, gargalhadas estrondosas e mímicas, acompanhadas

de balbúrdias forçadas, aí, companheiro, o “estar muito bem”

revela-se inteiro, sem dó, num imenso

à vontade para mostrar que  esconde o falhanço, vulgariza quem

se diz “feliz”, traz à tona aquilo que o verniz barato não conseguiu abrilhantar.

Ora, estar muito bem é simplesmente estar, não precisa

de amostras gratuitas de prazeres inventados, não precisa

de “gritar” um fogo que, sabe-se, é brasa pequena, sem raça, quase fumaça.

Estar bem não bate portas, nem precisa fazer barulhos.

Não se expõe à má cara dos outros e nem ao deboche pelas costas.

Estar bem atinge… sempre, sem esforço, não finge em desagravo.

Estar bem não é cena, nem comédia, nem espectáculo patético.

Estar bem é. E ponto.

WAndrade - 20/05/2013

 

Lamentas?

Depois do tempo de arrumos é hora de constatações.

Pois… era escusado o lamento do amor tardio.

É de lamentar, isto sim, a alma andarilha que carregas farta,

anuviada como teus olhos sombrios, frios, frios…

Sem pouso e desgarrada de encantos, vê-se a vida-fardo

que intentas, à força, ser de alguma beleza e novidade.

Rumos revezados, óbvios de peso e cansaço, enfeiam tua

tez, agora avessa à sorrisos  veros e simples de sorrir.

Teu pesado caminho de passadas duras trai solene

o teu esforço em mostrar contentamento ou gozo.

Corres de encontro ao vago que constróis dos  nadas

que permeiam teu vazio, mostram-me teus olhos,

que insistes em desviar, quando passas por mim.

O que não consegues é desviar o coração.

Lamento.

WAndrade - 20/06/2013

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publicado às 14:22

Ilusão

por WAndrade, em 14.05.13

A gargalhada histérica e deseducada ressoou rua a fora...

definitivamente não combinava com os olhos apagados e inertes

e nem com as rugas já tão desenhadas na cara que insistia em mentir

a alegria dos parvos, tolos, tolos...

Ah, criança não fosse teu feitio tão magro de firmeza, tão insóbrio e pouco

pensaria pegar-te outra vez ao colo, aninhar-te como nunca o tiveste

e com as mãos de jardineiro que um dia moldaram-te a flor

e bem mais os espinhos, levar-te aos céus que conheceste

com elas e só com elas...mas não, não agora que perdes-te

em ilusões tacanhas...não agora.

Agora deleito-me apenas a assistir, em cena aberta, o que tentas em vão.

Quando o sol te torturar de enfado e a lua te abandonar, matreira

hás de achar-me, sabes onde...por enquanto,

continua a tentar, meu bem, continua a tentar...

WAndrade - 14/05/2013

 

Misturado

Mentir... para si mesmo, pois que precisar acreditar tanto no

próprio embuste o torna realidade.

Por um ínfimo e  ilusório minuto.

Enfeitar um palco de miragens tendo como pano de fundo

lembranças que se deseja esmagar. Sem sucesso.

Dar-se… aos gritos e gemidos flácidos, franqueados ao público,

na ânsia desesperada de atingir o… que não consegue,

na ânsia desesperada de sentir o que, afinal, não se vem.

Sentir a necessidade de a alma, ressentida, extraviar o dano, ignorando

que esta, quanto mais vingada, mais requer agravo e menos se sente farta.

Usar pessoas para intuitos vagos e imprecisos e mesmo assim

não extinguir o que se lhe consome.

Olhar para o lado e perceber, sem nuvens que, ainda que a vida lhe tenha

socorrido com um ostentoso ornamento, esta daria para ter ao lado,

outra vez, aquilo que agora tenta em vão abolir  da própria existência.

WAndrade - 26/05/2013

Troco

Menino, que suadeira!

Isso lá é vida? Ontem lá, hoje talvez, amanhãs sem dono,

rastos se espalham, vários, pela batalha do desafronto, óh dó!

Há manhãs fugidas, corridas e retornos ao de outrem,

valha-nos a santa! Vale a pena?

Nada é de jeito, façanhas passam e só mormaço despela a alma.

O véu da novidade é inclemente como tudo, ao cair instala cansaço e fel.

Peripécias fugidias, sem onde para descansar, enfadam.

Variâncias intermináveis embaçam e toscam o que era para ser bom.

Mas bom é o que se pretende verdadeiro e não de feitio torto,

espalhafato barato, para ostentar contentamento e gozo.

WAndrade - 26/05/2013

Contrário

Desculpe, mas não deveriam ser olhos a pingar estrelas quando piscam?

Ou uma tranquilidade quase monástica, aquela aura

de leveza que se percebe ao longe?

Ou ainda aquele sorriso bobo, por nada, por tudo, um cintilar

no corpo todo, que faz quem vê se admirar?

Não era para instalar-se no corpo a formosura fresca dos

diletantes do intenso?

E não seria caso para afagar-se em vestes de fadas, bonitezas à mostra?  

Ou muito me engano mas há fastio nesta intenção de farto,

há soslaios inquietos, uma mira enviesada e casmurra, uma qualquer dose

contrafeita no proveito.

Na alma desfiada em maleita, a instância da cedência é clara, muito clara.

Tudo rubra ao contrário no desvigor de tamanha ânsia de castigo,

ao contrário, muito ao contrário.

WAndrade - 26/05/2013

 

 

 

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publicado às 11:24

Sem resultado

por WAndrade, em 13.05.13

Continua a tentar, meu bem...continua a tentar!

WAndrade - 05/2013

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publicado às 14:11

Não penses

por WAndrade, em 07.05.13

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publicado às 13:25

As falas do silêncio

por WAndrade, em 01.05.13

Há muito tempo que aprendera a decifrar aquele imenso silêncio.

Era o último aviso!

Era assim que desvelava o que já ruíra lá dentro, dentro do peito.

Era assim que sempre começava uma nova história.

Sabia bem que em tal quietude já ardiam vontades outras,

nenhuma astúcia seria renovada , qualquer tentativa

de amparo era escusada,

toda malícia estava agora esgotada…

É, aprendera a decifrar aquele imenso silêncio,

o silêncio só se entrega a quem ele sabe que o vai traduzir.

WAndrade – 20/04/2013

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publicado às 01:13

Meninas, precisamos falar!

por WAndrade, em 04.04.13

Estava aqui a resolver as coisas do meu livro e pensei, a vida tem lá suas piadas, vira e vira mesmo, não adianta, hoje está-se no topo, cheio de tudo, amanhã, tão certo quanto este sol lindo que entra aqui pela janela, tudo desanda, o barco balança, enfim...convém pensar nisso. Sim, aqui estava e encontrei este texto de 2009 e resolvi postar outra vez. Esta coisa da vida virou...tenho pensado muito nisso. Aí vai o texto:

 

"Coisa séria.

Mas antes...tchanrannnnnnn...eu já não tenho mais câncer!!! Pra variar, venci! Estou na penúltima químio, vou fazer rádio e depois...aca......booouuuuu. Ah e estou linda careca. Meus amigos amaram, meu espelho ficou orgulhoso, aliás ele sempre tem orgulho de mim, eu amei, não sei nem se vou deixar crescer de novo. É muito interessante como as pessoas (não) me olham na rua, acho q pq eu estou achando o máximo, todos pensam q é estilo...e acabou sendo mesmo.

Quis dizer isso primeiro pq, como é evidente, a coisa não é fácil, tem q ter culhão p segurar a parada. Eu fiz um trato comigo de que não ia sentir nada daquela coisarada da químio e acreditem q não senti, nada, nem um enjoozinho p contar estória, nem cansaço, nada. Mas é phoda. Dá um medão absurdo, ali, sozinha (tem a turma q faz sempre junto), sem saber o que vai acontecer, agulha no braço, zilhões de aparelhos, olhos alarmados, vidas escoando, gente desconhecida q, num breve segundo se torna família. Muitas emoções (ah, Roberto) passam pelo corpo, não apenas os medicamentos entram pelas veias.

Masssss, masss tudo isso pode não acontecer se MENINAS (e meninos também) fizerem mamografia e exame de próstata anualmente. Não tem essa coisa de de 2 em 2 anos nãããoooo, tem q fazer todo ano, siiimmmmm, tem q exigir, fazer valer o direito, chama-se prevenção, ok? Pronto, tá dito, tomem cuidado, previnam-se!

Uma nota:

Faço aqui no Inferno um agradecimento do fundíssimo do meu coração. Minhas médicas, Drª Natália Amaral, pelo respeito, talento, e sensibilidade. Ela é feríssima, com certeza a melhor médica q conheci. Não apenas pelas faculdades técnicas que são incríveis, mas pela capacidade de perceber as necessidades das suas doentes!

Drª Cristina Frutuoso, minha médica brigona e carinhosa ao mesmo tempo, aturou TODOS os meus chiliques e me deu a maior força, isso sem muito palavrório, ela tem um jeitão assim "vamos resolver logo, agora, que eu tenho mais o que fazer", mas a gente se entende muito no olhar. Outro dia ela me fez uma, umazinha só pergunta e me olhou. Bastou, ali nasceu um sentimento bonito de confiança e força.

Ah e não posso deixar de entregar meu coração às enfermeiras, todas, as do bloco operatório, das enfermarias e da químio. Para quem, como eu, passou por isso sozinha, elas são deusas, fadas e madrinhas. Ah, além do enfermeiro André, lindo, gentil, carinhoso, engraçado e muito competente.

Obrigada a todos, fundamentais na minha vitória!"

  (texto de 28 de novembro de 2009 -1 hora da manhã - WAndrade )

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publicado às 12:51


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