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Ilusão

por WAndrade, em 14.05.13

A gargalhada histérica e deseducada ressoou rua a fora...

definitivamente não combinava com os olhos apagados e inertes

e nem com as rugas já tão desenhadas na cara que insistia em mentir

a alegria dos parvos, tolos, tolos...

Ah, criança não fosse teu feitio tão magro de firmeza, tão insóbrio e pouco

pensaria pegar-te outra vez ao colo, aninhar-te como nunca o tiveste

e com as mãos de jardineiro que um dia moldaram-te a flor

e bem mais os espinhos, levar-te aos céus que conheceste

com elas e só com elas...mas não, não agora que perdes-te

em ilusões tacanhas...não agora.

Agora deleito-me apenas a assistir, em cena aberta, o que tentas em vão.

Quando o sol te torturar de enfado e a lua te abandonar, matreira

hás de achar-me, sabes onde...por enquanto,

continua a tentar, meu bem, continua a tentar...

WAndrade - 14/05/2013

 

Misturado

Mentir... para si mesmo, pois que precisar acreditar tanto no

próprio embuste o torna realidade.

Por um ínfimo e  ilusório minuto.

Enfeitar um palco de miragens tendo como pano de fundo

lembranças que se deseja esmagar. Sem sucesso.

Dar-se… aos gritos e gemidos flácidos, franqueados ao público,

na ânsia desesperada de atingir o… que não consegue,

na ânsia desesperada de sentir o que, afinal, não se vem.

Sentir a necessidade de a alma, ressentida, extraviar o dano, ignorando

que esta, quanto mais vingada, mais requer agravo e menos se sente farta.

Usar pessoas para intuitos vagos e imprecisos e mesmo assim

não extinguir o que se lhe consome.

Olhar para o lado e perceber, sem nuvens que, ainda que a vida lhe tenha

socorrido com um ostentoso ornamento, esta daria para ter ao lado,

outra vez, aquilo que agora tenta em vão abolir  da própria existência.

WAndrade - 26/05/2013

Troco

Menino, que suadeira!

Isso lá é vida? Ontem lá, hoje talvez, amanhãs sem dono,

rastos se espalham, vários, pela batalha do desafronto, óh dó!

Há manhãs fugidas, corridas e retornos ao de outrem,

valha-nos a santa! Vale a pena?

Nada é de jeito, façanhas passam e só mormaço despela a alma.

O véu da novidade é inclemente como tudo, ao cair instala cansaço e fel.

Peripécias fugidias, sem onde para descansar, enfadam.

Variâncias intermináveis embaçam e toscam o que era para ser bom.

Mas bom é o que se pretende verdadeiro e não de feitio torto,

espalhafato barato, para ostentar contentamento e gozo.

WAndrade - 26/05/2013

Contrário

Desculpe, mas não deveriam ser olhos a pingar estrelas quando piscam?

Ou uma tranquilidade quase monástica, aquela aura

de leveza que se percebe ao longe?

Ou ainda aquele sorriso bobo, por nada, por tudo, um cintilar

no corpo todo, que faz quem vê se admirar?

Não era para instalar-se no corpo a formosura fresca dos

diletantes do intenso?

E não seria caso para afagar-se em vestes de fadas, bonitezas à mostra?  

Ou muito me engano mas há fastio nesta intenção de farto,

há soslaios inquietos, uma mira enviesada e casmurra, uma qualquer dose

contrafeita no proveito.

Na alma desfiada em maleita, a instância da cedência é clara, muito clara.

Tudo rubra ao contrário no desvigor de tamanha ânsia de castigo,

ao contrário, muito ao contrário.

WAndrade - 26/05/2013

 

 

 

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publicado às 11:24

Mira o mar, Mira

por WAndrade, em 03.03.13

Dali via o mar. Todinho.

Via as ondas formando muros

que encostavam no  céu,

que viravam espuma que lhe vinha agradar os pés.

Via as pedrinhas brilhantes que ficavam ali,

prendas das deusas, banhando-se beirinha d’água.

Via os cães engraçados que brincavam com as aves de bico achatado.

Via os barcos pesqueiros chegando com a noite, trazendo o do mar.

Via os velhotes nos bancos brincando de sol,

via o vento na cara fazendo pirraça com o cachecol.

Dali via o mar todinho. Bastava fechar os olhos.

WAndrade – 21/02/2013

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publicado às 15:31

O ditado do ditado

por WAndrade, em 07.02.13

“não sabe brincar, não desce para o play”

achei parecença: “não sabe viver, fica em casa e tranca a porta”

 

Quem não sabe viver não desce para o sol,

não sapateia na chuva, não fica gripado,  

não come gelado.

Quem não sabe viver não leva porrada,

não desce o sarrafo, não dá encontrão

e não cura com beijo.

Quem não sabe viver faz picuinha,  

guarda as panelinhas,

despreza o metro  quando perde a linha e

perde o abraço que para tanta dor convinha

Quem não sabe viver faz muchocho à lição

dispensa o sermão, cabula no exame,

vira vexame e não ganha recreio

Fica sem pão com salame, sem amigo do peito

Quem não sabe viver nula os sonhos e a tez

Amornece sem viço

Tranca o sorriso que brotaria, talvez!

WAndrade -07/02/2013

para minha amiga Sulinha

 

www.facebook.com/NaoSabeBrincarNaoDesceParaOPlay

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publicado às 14:47

Não é tristeza...

por WAndrade, em 08.02.11

Quer saber? Eu digo.

É saudade.

Daquela que dói fininho, sabe?

que fica espezinhando o coração,

apoquentando a alma,

dando a certeza de que não está sozinha.

 

É saudade que já não derrama o vinho, mas ainda quebra o copo.

É saber que o sentimento não vibra numa só nota, tem acompanhamento...

Isso percebe-sena respiração, na voz, não dá para fingir ou disfarçar.

É saudade e a certeza de que bastaria um passo, apenas um e

Seria dia de sol outra vez!

WAndrade -02/2011

 

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publicado às 19:59

Sede

por WAndrade, em 02.02.11

Não acelerou... segurou o pé, deixou-se levar.

Era quase tarde, muito frio e não sabia porque resistia. Pensava nela. Ai que de vez em quando vinha um pensamento...

Como estaria? Estaria bem? Era tão reticente, sempre...

Aquela sensação estranha de não querer pensar nela...resistir...

Mas lá vinha o pensamento de novo, as perguntas,

e o reconhecimento de que fizera uma besteira sem tamanho.

A vida desandada e o pensamento nela, agora tão distante,

tão elegante e... inacessível...

Como pudera enganar-se tanto? Tão infantil...ai, que raiva...

E o pensamento destravado, a estrada deserta...cansaço...

Onde ela irá amanhã?

Na hora não percebeu bem, mas aquele desconforto eram, sim, ciúmes...

Ela ia sair? Com quem? Fazer? Onde?

Quis ligar, saber, assuntar...mas não daria o braço a torcer, jamais daria o primeiro passo... não, isso nunca...

 

O desandar da vida nunca lhe pareceu tão grande...

WAndrade - 02/2011

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publicado às 21:50

Uma pulga...

por WAndrade, em 02.02.11

Não foi nada, não. Só uma impressão, forte, é verdade, mas nada de concreto.

Talvez a forma da resposta...

Sabia, bem sabia, que as coisas iam de pior a mais que pior...

Como queria aquela "chatice" de volta. Nunca tivera tanta certeza disso...

Tanto nadou e acabou na praia...deserta...

Tantos descaminhos, jurando estar na trilha certa...

Ardeu rápido o fogo de palha e, agora, as cinzas cegavam-lhe, o fumo tragava a alma, num abafar sem fim.

Queria parar de fingir e apenas deitar-se naquele colo moreno e adormecer. Ali, sim, em paz. Tinha que admitir!

Mas jamais daria o primeiro passo, jamais daria o braço a torcer...

É, continuaria na confusão, na divisão...falhou, fazer o quê?

WAndrade - 02/2011

  

 

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publicado às 11:39


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