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o que?

por WAndrade, em 16.12.09

Existem umas situações nessa vida q são tramadas.

Ver o óbvio sem nada poder falar; assistir a um ser humano ladeirando e não poder nem dar um toque para não parecer invejo, maluco e maldoso.

Constatar um golpe ali, clarinho q nem água doce (doce?), mais do que explícito, na barba.

Engulir e calar é dose. 

Mas o barco dos atentos não navega vazio. E quando pensamos que nosso universo onírico desmantelou-se de vez, 

do nada, surge, de outrem, um comentário, quase uma vírgula: " quem não ouve conselho, ouve, coitado!" 

WAndrade - 12/2009

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publicado às 12:04

hoje...

por WAndrade, em 13.12.09

é dia 13!

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publicado às 21:10

Dia de Tratamento

por WAndrade, em 13.12.09

 

O dia do tratamento (um apelido carinhoso para o dia da químio) é sempre um dia diferente. Não só pelo que representa em termos físicos, como por todo o resto, as agulhas, medicamentos, as análises, o resultado delas, a consulta médica que, por mais que se saiba (no meu caso) que está tudo bem, sempre arrepia a nuca; aquela sala imensa com todos os nossos medos e a solidão de cada um, a nossa fragilidade diante da vida, enfim, é um dia diferente, em que me sinto exposta demais, sozinha demais, porém orgulhosa demais da minha força.
Por tudo isso, procuro fazer desse dia, cada um, um dia especial!
Esse último foi um dos mais especiais, fui falar com minha meninas, as enfermeiras do 9º andar do Hospital.
Para minha gratíssima surpresa, minha médica Drª Natália (de quem já falei aqui) estava lá, e foi uma grande emoção o nosso reencontro. Não nos víamos desde a minha cirurgia e ela não tinha idéia de como eu estava bem, e vi naqueles olhos atentos e experientes, a emoção de uma profissional q tem o saber na alma, mas q, naquele momento era uma “novata” com sua vitória nas mãos.
Quando ela me avistou, largou um sorriso, um olho brilhante que me tocaram muito, muito fundo. Jamais vou esquecer a alegria com que ela chamou as enfermeiras p q viessem ter comigo, muito menos o seu júbilo em ver o quanto eu estava bem (não foi um sentimento egocêntrico do tipo “eu sou phoda”, não, foi a consciência do trabalho feito com excelência e saber, o trabalho daqueles que são).
Foi um abraço emocionado, forte, incontido mesmo, abraço dado com a alma.
Vieram todas, enfermeiras, auxiliares, minha “dotorinha” (Sra Dra Patrícia, que fez minha primeira anamnese, na primeira cirurgia) e até as doentes ainda internadas, ver que alegria inesperada era aquela que tomava conta daquele corredor que sempre traz tristeza e dor.
Na medida do possível, fizemos uma festa de Natal, de nascer, de renascer.
Pude agradecer a todas e com elas viver a (minha) nossa vitória!
 
No meio dessa confrarternização, eu comentei com a Enfermeira Sara que gostaria de falar às pessoas da minha estória, que era até covardia eu guardar só p mim, a forma como enfrentei a doença, o tratamento, a solidão, enfim, gostava de somar com quem estava agora a passar pelo mesmo, as minhas experiências.
Nem precisei sair do corredor. Ali mesmo há uma sala onde ficamos antes da cirurgia, é uma espécie de recepção, onde ficamos a saber o que vai ser a nossa “estadia” pré e pós operatória, horário de refeições, enfim, nossa vida a partir do momento em que somos doentes de câncer, naquela instituição.
Quando passei por aquela porta não tive dúvidas, começava ali mais uma fase da minha recuperação. Entrei e abri o coração para aquelas mulheres assustadas, tristes e solitárias como eu já estivera.
Na verdade falei mais, muito mais comigo do que com elas, disse a elas q eu já tinha estado naquele lugar e o q tinha aprendido. Disse a elas q não era obrigatório sofrer e muito menos morrer! Falei do meu orgulho em estar careca e do qto eu e meus amigos nos afeiçoamos a ela (minha careca)....risos...contei que não senti nada, nadinha do que vem nos intoleráveis compêndios da quimioterapia básica, como me preparei para não sentir e como combinei comigo mesma q ia vencer.
Conversei com aqueles corações durante uns quarenta minutos! Quando olhei para trás, vi as minha meninas, as enfermeiras, atrás de mim, todas em silêncio, olhos molhados, mas firmes. Nesse momento tive muito orgulho em perceber que Deus só dá a quem ele sabe que pode segurar.
Tá na mão, pai do céu!
WAndrade - 13/12/2009
 
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publicado às 18:52

Lembrando de umas coisas

por WAndrade, em 29.11.09

 

Bom domingo, infernland!
 
Não sei porque (claro que sei...) hoje lembrei de um acontecimento de muitos anos.
Eu vivia perto do Colégio Militar (RJ), numa época em que crimes violentos eram muito, mas muito raros, e, qdo aconteciam viravam notícia séria, não essa coisa corriqueira de 5ª para vender jornal de 10ª. Esses crimes eram, sim, investigados, os criminosos presos e julgados, enfim, coisa mesmo séria.
Portanto, no colégio aconteceu, não lembro mais como e nem porque um desses crimes, um colega matou o outro com uma facada, numa briga, imaginem, por uma vaga num torneio de qq merda q ia acontecer.
Enfim, no dia do sepultamento, aquela cena de tristeza e pasmo total, um jornalista q fazia a cobertura do fato fez uma pergunta à mãe do morto: “ como a senhora se sente de seu filho ter sido morto por um colega, dentro do Colégio, onde a segurança deveria ser total?”
A resposta da mãe q perdeu o filho, foi mais ou menos esta: “ Eu? Eu sinto muita pena da mãe do assassino do meu filho. Nessa infelicidade toda eu prefiro ser a mãe do que morreu”.
  
Nunca mais esqueci isso.
 
É, deve ser terrível acordar todos os dias e saber que foi o motivo da infelicidade de outra pessoa. 
Para quem tem, pelo menos 250 gramas de caráter e dignidade.
Para os ocos de alma, isso sai na urina.
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publicado às 12:52

Para WanWan, com amor!

por WAndrade, em 07.08.09

Antes de voltar à saga "kit-kort WanWan", divido com quem quiser essa maravilha q recebi. Claro q chorei muito, é tudo por q passei, mas creio q ainda verei q valeram todas as penas...quero mesmo crer nisso! 

 

         "Vende-se Tudo - Martha Medeiros

No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos.
O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo
apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e
por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante.
Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.

No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No
último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou
esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros..

Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que
aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei
a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por
coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.

Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez
mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa
o tempo que estiveram presentes na minha vida... Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade.. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio.
Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que
não tínhamos nem uma xícara em casa.

Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde... Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza..


.... só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir "

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publicado às 11:09

DELICADEZA

por WAndrade, em 17.06.09

 

Aqui em frente de casa, há uma construção antiga, degradada, mas muito bonita apesar, onde vive uma imensa família de pombos.

Aqui embaixo do prédio do lugar estranho há a loja de um fotógrafo, carrancudo, fechadão e q trata a mulher aos solavancos, dá ordens, dá broncas, essas coisas...e eu sempre vendo-os juntos, sempre juntos, eles trabalham juntos, vão à procissão (aqui há muitas)...ela sempre afável com ele, sempre na conversa os dois, apesar.

Me perguntei, desde q aqui cheguei, como ela suportava isso, q se fosse eu..., eu faria...eu não deixava barato...que isso não era um homem...aquelas coisas...

Até q ontem, num momento de janela, vi. O tal carrancudo, com um pacote de papel de pão, espalhando farelos p a família de pombos.

Entendi, na hora, aquela mulher...

 

Aqui ó!

 

Jovem,

.aqui se faz, aqui se paga, inegável.

.A lei do retorno é lei. Sempre, mas sempre aplicável.

.A virada dá-se aqui e agora, não tem essa de  “ir para a luz”(ou não),

  assinar o documento de quitação, ralar o rabo nas pendências

  do inferno (não esse, claro) e voltar todo endividado para começar

  tudo de novo. Não, o acerto é imediato.

.Macumba é um instrumento musical (ver foto), portanto,

  macumbeiro é músico!

.Bruxas? Ah, essas já foram devidamente esbraseadas,

  e as que por aí andam, si todavía queda alguna, já perderam,

  há muito, a credibilidade, o caldeirão e a vassoura…

.Sortilégios são a arma dos enfraquecidos de alma para articular

  suas dificuldades  e incompetências em cima de almas

  mais enfraquecidas ainda.

.Força, sim, esta é algo que vive unicamente na vontade inabalável  

  e certeira de cada um e é só o que existe.

.A atitude de ver (encarar) a vida e a capacidade de superar o que quer

  que seja, a isto sim, chama-se fé. Fé em nós mesmos.

Ponto final.

 

 


 

 

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publicado às 22:58


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