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Em Família, outra vez!*

por WAndrade, em 13.12.09

* Ou, a maior porrada que alguém já tomou na vida!!!

 

 

Foi um dia bom, outra vez. Há muito tempo não me sentia assim, de novo em família. Passei os dia com as “crianças” , todas, e vi o qto senti falta deles, e eles de mim. Pelo egoísmo, pela banalidade e pela falta de sensibilidade de uns, pagamos nós, q tanto nos amamos. Mas, como só o q é verdadeiro e são é o que vinga, estamos juntos outra vez, unidos como nunca, apaixonados.

Minha menina Astrid (sábia, como poucas vi na vida) com sua menina Marina: obrigada por me dar a certeza de que estou no caminho certo (eu sempre soube o q vc pensava, não se preocupe.  Obrigada pela massagem, não a do peito, claro!)
Bruno, meu menino firme, brigando p me ver bem, sem essa coisa de carinho barato; justo e sempre a meu lado.
Mei, minha menina doceira q me fala tudo sem meias palavras, mas do meu lado, ali comigo p o q der e vier, sempre.
Meu grandão, de olho molhado qdo encontra o meu olho, eu estou bem, meu menino, apesar da dor de ontem, já passou, viu?
PH me pediu colo duas vezes, e nas duas meu coração derreteu...M. amou minha bota de pelos...
Foi muito bom ver o amor em nós, a verdade de sempre, a entrega, nós, a família!   

WAndrade - 13/12/2009

-Pouco tempo depois tudo isso se tornaria uma das maiores decepções da minha vida, porra!
Menos a parte do PH e da M, claro!
É, o ser humano é certinho, não muda. Mas eu entendo, bom mesmo é champanhe, vinho caro, muita gargalhada, amigos com dinheiro. É, dá para entender, dá para entender...
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publicado às 18:58

Dia de Tratamento

por WAndrade, em 13.12.09

 

O dia do tratamento (um apelido carinhoso para o dia da químio) é sempre um dia diferente. Não só pelo que representa em termos físicos, como por todo o resto, as agulhas, medicamentos, as análises, o resultado delas, a consulta médica que, por mais que se saiba (no meu caso) que está tudo bem, sempre arrepia a nuca; aquela sala imensa com todos os nossos medos e a solidão de cada um, a nossa fragilidade diante da vida, enfim, é um dia diferente, em que me sinto exposta demais, sozinha demais, porém orgulhosa demais da minha força.
Por tudo isso, procuro fazer desse dia, cada um, um dia especial!
Esse último foi um dos mais especiais, fui falar com minha meninas, as enfermeiras do 9º andar do Hospital.
Para minha gratíssima surpresa, minha médica Drª Natália (de quem já falei aqui) estava lá, e foi uma grande emoção o nosso reencontro. Não nos víamos desde a minha cirurgia e ela não tinha idéia de como eu estava bem, e vi naqueles olhos atentos e experientes, a emoção de uma profissional q tem o saber na alma, mas q, naquele momento era uma “novata” com sua vitória nas mãos.
Quando ela me avistou, largou um sorriso, um olho brilhante que me tocaram muito, muito fundo. Jamais vou esquecer a alegria com que ela chamou as enfermeiras p q viessem ter comigo, muito menos o seu júbilo em ver o quanto eu estava bem (não foi um sentimento egocêntrico do tipo “eu sou phoda”, não, foi a consciência do trabalho feito com excelência e saber, o trabalho daqueles que são).
Foi um abraço emocionado, forte, incontido mesmo, abraço dado com a alma.
Vieram todas, enfermeiras, auxiliares, minha “dotorinha” (Sra Dra Patrícia, que fez minha primeira anamnese, na primeira cirurgia) e até as doentes ainda internadas, ver que alegria inesperada era aquela que tomava conta daquele corredor que sempre traz tristeza e dor.
Na medida do possível, fizemos uma festa de Natal, de nascer, de renascer.
Pude agradecer a todas e com elas viver a (minha) nossa vitória!
 
No meio dessa confrarternização, eu comentei com a Enfermeira Sara que gostaria de falar às pessoas da minha estória, que era até covardia eu guardar só p mim, a forma como enfrentei a doença, o tratamento, a solidão, enfim, gostava de somar com quem estava agora a passar pelo mesmo, as minhas experiências.
Nem precisei sair do corredor. Ali mesmo há uma sala onde ficamos antes da cirurgia, é uma espécie de recepção, onde ficamos a saber o que vai ser a nossa “estadia” pré e pós operatória, horário de refeições, enfim, nossa vida a partir do momento em que somos doentes de câncer, naquela instituição.
Quando passei por aquela porta não tive dúvidas, começava ali mais uma fase da minha recuperação. Entrei e abri o coração para aquelas mulheres assustadas, tristes e solitárias como eu já estivera.
Na verdade falei mais, muito mais comigo do que com elas, disse a elas q eu já tinha estado naquele lugar e o q tinha aprendido. Disse a elas q não era obrigatório sofrer e muito menos morrer! Falei do meu orgulho em estar careca e do qto eu e meus amigos nos afeiçoamos a ela (minha careca)....risos...contei que não senti nada, nadinha do que vem nos intoleráveis compêndios da quimioterapia básica, como me preparei para não sentir e como combinei comigo mesma q ia vencer.
Conversei com aqueles corações durante uns quarenta minutos! Quando olhei para trás, vi as minha meninas, as enfermeiras, atrás de mim, todas em silêncio, olhos molhados, mas firmes. Nesse momento tive muito orgulho em perceber que Deus só dá a quem ele sabe que pode segurar.
Tá na mão, pai do céu!
WAndrade - 13/12/2009
 
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publicado às 18:52

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