Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Tintas

por WAndrade, em 27.04.15

Olá, amigos do Inferno! Terminado o estágio, hora de arrumações.

Dentro e fora do peito. Muito papel no lixo, fotos, roupas

(essas doadas), muita coisa antiga, que só trazia lembranças dolorosas de falsidades.

Mas, numa dessas oportunidades, encontrei esta letra que fiz em 1998. Tornou-se uma valsa muito bonita que, prometo, ainda hei de mostrar aqui.

Por ora, ficam os versos... as tintas.

 

Hoje, quando faço versos,

choro tinta no papel,

nem de longe o menestrel,

nem se assanha o instrumento.

Hoje, quando faço versos,

sou despejo de má água

e nas linhas só deságua

uma forma rascunhada de emoção.

Hoje, quando faço versos,

são meus olhos de um vazio...

nem calor, nem calafrio,

bordo e risco arremedos de ilusão.

Hoje, quando faço versos,

é a emenda de um soneto do amor demais,

faço prosa a minha troça por amar demais,

cansei!

WAndrade - 14/03/1998

É uma valsa.

DMCA.com

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:16



Mais sobre mim

foto do autor


Visitas




""Umas estórias de amor" - Wania Andrade


Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D


Links

Poemas e Crónicas

Rebecca Rostagno - Arte nos temperos!

Palavra de Vidro

O Inferno no Likata