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Amanhã

por WAndrade, em 22.06.15

Tira os olhos dessa jangada, morena, a maré inda mal levantou.

Tira o peito dessa moenda, pequena, o calor ainda nem te alcançou.

Estavas nas alturas, eu sei, funduras tuas onde não te atreves…

e onde eu sempre estou.

Mas não leves isto tão a peito, que isto lá é jeito de tratar um coração?

Fugiste do teu sem tamanho desejo de sentir-se viva. E daí?

Eu bem que deitava tua vontade envergonhada em meus abraços

e te dava dormida até adormeceres, morena, até adormeceres…

 

Amanhã não se sabe se chega, morena…se chega, o vemos amanhã.

WAndrade – 22/06/2015

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publicado às 19:45

"Pitadas de Inferno" - Encontro

por WAndrade, em 09.07.14

... e não?

                                            Consciência

 

                           

                               WAndrade - 09/07/2014

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publicado às 15:52

Vazios

por WAndrade, em 19.07.13

Quis o vento, o mar, a terra inteira a seus pés, os moinhos.

A lua, não fazia questão, mas por inteiro o céu para voar ilimitado,

porém o pensamento desgovernado não atinava que só aprende

o vôo quem dá valor às asas que tem.

Quis…as noites, as ruas, braços, percalços viessem, quis.

Incauto de verdades, o coração era inteiro um desguardo,

no fundo, no fundo, vivia num deserto, rodeado de  lacunas, oco.

Mas queria era função, arredar do pensamento o que fosse ponderável,

fazer da vida um infindável navegar de nadas e assim instigar, por certo, alguma graça.

Pois é, quis e apostou alto todas as fichas…

No destrambelho em que agora se encontrava, farsava

a alegria dos inebriados como verdadeira fosse.

O coração? Este, vagava pelo peito ainda mais deserto, descalvado e vago,

caído em desabrigo…

Céu ilimitado como queria… de vazios.

Pois é!

WAndrade – 19/03/2013

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publicado às 15:54

As falas do silêncio

por WAndrade, em 01.05.13

Há muito tempo que aprendera a decifrar aquele imenso silêncio.

Era o último aviso!

Era assim que desvelava o que já ruíra lá dentro, dentro do peito.

Era assim que sempre começava uma nova história.

Sabia bem que em tal quietude já ardiam vontades outras,

nenhuma astúcia seria renovada , qualquer tentativa

de amparo era escusada,

toda malícia estava agora esgotada…

É, aprendera a decifrar aquele imenso silêncio,

o silêncio só se entrega a quem ele sabe que o vai traduzir.

WAndrade – 20/04/2013

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publicado às 01:13

Conselho

por WAndrade, em 31.03.13

Do encruado e amorfo já quase tudo foi dito (e visto), é molha que desanda a folha.

É direito adquirido não querer ver o que se lhe venta ao redor,

pelo tanto que sente o peito esmurrado e chocho.

Onde agora anda aquilo que o estardalhaço palhaçoso anunciou?

Perdeu-se, engodos são vaidosos, pretendem apenas, mas esgotam e fim.

A vida espreita, ensina, mostra timtim por timtim.

Mas cadê que o cativo é desperto?

 

Enfim, se conselho fosse dom nascia com a gente, certo?

WAndrade – 31/03/2013

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publicado às 22:27

Nada

por WAndrade, em 25.02.13

A moça adormeceu. Nua e branda nem a viu sair.

Mais um corpo, outro copo e rua, que a cabeça não suportava o silêncio.

A madrugada oferecia uma lua quase cheia,

Pensou na canção que nunca mais cantara...

Fingiu não perceber a discreta inquietação no peito,

respirou fundo um pouco, acelerou e riu da sua saudade sufocada

em outras coxas, mãos, bocas e...

olhos fechados

 

Wandrade - 28/01/2011

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publicado às 12:07


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""Umas estórias de amor" - Wania Andrade


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