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Aláfia

por WAndrade, em 02.08.15

E no final diz-me a dona: “descansa com o tempo, te adona de ti,

silente, sê em paz tudo aquilo que mandar o teu coração…

teu renascido coração”!

Quem hoje me recebe neste abraço de contente, esteve em mim toda

a vida, mesmo quando revolta e tristeza tiraram-me

o viço, a calma, as certezas.

E apesar de seu muxoxo breve, encantou-se de alegria ao ver a sua

“menina”, finalmente encaminhada, que bons caminhos se buscam

nas pedras, nas águas, na terra, onde quer que se pise com fé.

A alva vestimenta que hoje me ampara leve o corpo também me cobre

a alma, eu tatuada em mim, a branco, inteira e mansa…

 

...quase.

Que marmotagem, hein? Ah, pois é!!!!!

WAndrade - 02/07/2015

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publicado às 15:19

Último dia

por WAndrade, em 30.09.13

Bom Dia ao último dia de setembro!!!
É, setembro está a ir-se...ou a rir-se, no caso...

e a deixar uma lição para a vida, vê se agora aprende:

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publicado às 10:59

Tem gente que vive de mentira

por WAndrade, em 26.01.10
Marcelo Migliaccio - Jornal do Brasil,  domingo, 24 de janeiro de 2010

Tô meio de saco cheio de gente mentirosa.
Não esses mentirosos compulsivos, que mentem em torrente. Desses eu me afasto, porque a vida é muito curta pra perder tempo ouvindo conversa fiada.
Falo de pessoas que usam a mentira como recurso cotidiano. A mentira a miúde, que eles acham que lhes descomplica a vida. Acham mais cômodo mentir do que explicar
Geralmente, esse tipo usa muito a interjeição "Quê?"
Por exemplo, você pergunta alguma coisa pro cara, e ele, apesar de ter ouvido perfeitamente o que você perguntou, responde automaticamente um:
_ Quê?
Esse "Quê?" ele usa para ter tempo de pensar numa mentira pra te responder. Enquanto você repete a pergunta (que ele ouviu muito bem) o sacripanta está inventando alguma coisa pra te responder.
Pode reparar.
Outro tipo de mentiroso é o que marca as coisas sabendo que não vai cumprir. Costuma acontecer muito com prestadores de serviço. É aquele chaveiro que você chama para trocar a fechadura da sua casa e ele anota o endereço, marca hora e não aparece.
Ele sabia desde o início que não iria, mas fez todo o teatro como se você fosse um otário que não merece consideração.
Acontece algo semelhante com pessoas que você convida para algum evento social, dá o endereço certinho e, quando pergunta se o cara vai mesmo ainda ouve um decidido:
_ Devo ir, sim.
Vai nada.
Tem também o mentiroso que finge ser boa praça. Tudo que lhe pedem, ele diz que vai fazer, vai conseguir, dá até garantia, prazo e tudo mais. Mas não providencia nada. Um minuto depois, já apagou da própria mente qualquer resquício do que acabou de prometer. Isso dá muito em local de trabalho. É aquele cara que fica pra lá e pra cá fingindo que está resolvendo um monte de pepinos.
_ Pode deixar comigo, eu vejo isso hoje ainda...
Não acredite. Ele não vai ver nada. E, quando você cobrar, o artista responderá prontamente que tá faltando um detalhezinho, ou que deu um probleminha, mas que tudo se resolverá em 24 horas.
Custa o cara dizer que não pode ajudar, que não quer, que não tem tempo, que não tem saco, que não está a fim, que tá sem grana?
Custa. Para ele, custa muito.
Ser sincero no dia a dia custa muito a muita gente, que prefere viver pulando de mentirinha em mentirinha, achando que assim reduz os atritos e chega mais inteiro ao final do dia. Na verdade, o mentiroso é uma alegoria de ser humano, um indivíduo incompleto, que vive uma vida de ficção.
Às vezes, o mentiroso acha que pode ganhar dinheiro com sua suposta habilidade e aí ele torna-se um estelionatário, que eu acho um dos piores tipos de criminosos, porque sua arma é o olhar. Ele te engana e te rouba na conversa, sem violência, ou melhor, só com a violência da mentira. Nosso consolo é que esse tipo nunca dorme tranquilo, nunca dobra uma esquina relaxado, porque do outro lado pode vir alguém que foi enganado por ele há um mês, um ano ou uma década. E aí...
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publicado às 11:21


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