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Madrigueira

por WAndrade, em 15.09.17

Olha, para falar a verdade, até houve uma certa curiosidade.

Espanto, nem por isso.

É... é, no mínimo, intrigante um "aparecimento" assim tão despropositado e com tantas obviedades (que não serão identificadas

para não perder a piada).

Há mesmo muita graça na coisa, inclusive porque não foi um ato isolado, tudo junto, coisa destoada de coisa, sentiu-se longe, bandas outras, o nervoso nem tão miudinho assim...

Solicita-se calma, amado mestre! Ainda perdes o rumo da ribeira e levas uma coça e ficas sem o bastante para o a merendinha, tem lá cuidado!

Uma leve euforia levantou-se na hora, mas coisa de lume baixo, pouca monta e, se calhar, até de um ligeiro desdém, para que negar?

Porém, de tão maneiro velejador esperavam-se velas mais robustas, mais corpulentas... (é, já lá se vai o tempo das monobras bastas, do trejeito respeitado e da faina bem-quista), tudo perdido nas "amarras"...sim... aquelas que não se vêem, apenas sente-se o aperto, o vaguear no próprio vulto, o nada depois do próprio deserto. Velas tão tênues...

Também não há motivo para desaquietação, se por um lado ao alvo não interessou conferir a seta, por outro, esta se fez lá presente a conferir os seus desassossegos e, afinal, tudo ficou bem, pelo menos dizem aqueles que não se dão a guardar segredos.

WAndrade-15/09/2017

pratos.jpg

Imagem do cartunista Péricles Maranhão: "Amigo da Onça"

 

 

 

 

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publicado às 13:01

Acrescento

por WAndrade, em 10.10.16

Olá!

Tenho recebido convites seus para as diversas redes sociais, com um enorme ponto

de interrogação.

Não percebo, eu não possuo conhecimentos de vasta importância nem amigos influentes, os meus são pessoas grandes, sim, grandes em carinho, apoio, carácter e na arte de ficarem junto a mim em todos os momentos, principalmente os difíceis.

Meu carro não é último tipo, apesar de servir a todos os fins de que necessito.

Minha carteira não é recheada, mas é basta para que eu tenha o necessário para uma vida digna, recta, sem a necessidade de pedir nada a ninguém.

Minha casa é linda e positiva e de bons augúrios, porém nada tem de castelar.

Eu transformei-a num lar do bem e para o bem, sem ajuda ou atenção de quem quer que fosse, onde divido alegrias com um cãozinho doce, amigo, engraçado, porém sem nobreza. Nem o cão, nem a casa.

Não sirvo bebidas importadas nem acepipes de fino gosto; alimento-me bem, é verdade, mas tudo do comum, daquilo de que alimentam-se os meros mortais.

Também não sirvo jantares à larga; como já citei acima, minha carteira

carrega mais é dignidade.

Minhas viagens são para dentro de mim mesma ou para o jardim aqui ao pé de casa; ao sol, o meu veículo mais divertido é a minha bicicleta e à chuva, sonho mesmo aqui da minha janela.

Portanto, não entendo a insistência em ter-me como “amiga”, nos faces da vida; perante a vossa magnitude, não sei o que eu poderia acrescentar.

WAndrade – 10/10/2016

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publicado às 14:51

Mills

por WAndrade, em 22.11.15

Já, já já, agradecer aos amigos do Infeerrno, que, mais uma vez aqui estiveram (estão) e nos levaram aos mais de 17.000 leitores, amigos... adorei ver que vocês estão a ler o blog no que ele tem de mais antigo, anos passados. Isso me deixou mesmo muito feliz!

Estou um bocadito afastada, eu sei, e por isso peços desculpas. Os motivos dão-me o meu melhor argumento, tudo de bom, não precisam de preocupar. Mais uma vez a vida me presenteou com uma belíssima viravoltavoltaemeiavamosdar (quem teve infância sabe do que falo). 

Ventos bons sopraram, ventos melhores levaram-me onde eu não podia prever, para dentro de mim mesma, quase leve, quase bom, quase em paz. Sim porque não se deve dar à essa moça (vida) o direito de pensar que acertou em cheio, muito cheia de si ela já é.

Enfim, realizei dois grandes sonhos nesse tempo em que fiquei aqui na casinha, pude encontrar outras vidas que precisaram de mim... revi conceitos, ouvi muito, entendi que superar o cancro vai muito além da tal da remissão, superar é entender que dói até quando fica bom e bonito. Um beijo, Dr. Ricardo (meu cirurgião lindo e ciumento).

No mais, vida que segue. Planos? Nenhuns... ou melhor, minha festa de 60 anos.

Mas isso deixo para falar no próximo texto.

WAndrade - 22/11/2015

 

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publicado às 11:55

Domingo de Páscoa.

por WAndrade, em 05.04.15

Amigos do Infeerrno, a ementa do dia da Páscoa: Salmon Malandro.

E não? Quem nã tem bumbum nã faz trato com seringa, já dizia

Wania Andrade, mas isso é uma outra estória, de rir também,

mas, quem sabe, para outro momento.

No mais, um verde fresco, bem fresquinho e a certeza de que

o que hoje faço por alguém, amanhã será feito por mim. Quem bom!

Boa Páscoa a todos!

salmonwan.png

wanpascoa8.jpg

wanpascoa11.jpg

 WAndrade - 05/04/2015

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publicado às 15:38

Um de abril...

por WAndrade, em 01.04.15

saudade1.jpg

WAndrade - 01-04-2015

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publicado às 08:45

Tiê

por WAndrade, em 01.03.15

liberdade.jpg

 

WAndrade-01/03/2015

Ca c'était quoi?

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publicado às 15:42

Relevo

por WAndrade, em 19.02.15

‘Tava mesmo vento, um cortante de todos os lados, puxou o mais que

pode a gola do casaco, a proteger o pescoço, e saiu assim,

sem medo daquela friagem.

Gelo já tinha há tempos no coração, não era novidade.

Novo mesmo foi aquele encontro, depois de tanto tempo, aquele olá,

oferecendo a cara a um beijinho.

Pensou que ali tinha coisa, mas deu de si educação e retribuiu o cumprimento.

Aquilo sim era gelo de sua parte.

Manteve o olá apenas e seguiu a sorrir de leve,

perante o espanto do outro lado.

Sabia que ali teria conversa, pressentiu o assunto mas não voltou nem a cabeça.

Há muito que tinha ciência do que seria falado e, sinceramente,

não lhe interessava nem um pouco. Não folgava o fracasso alheio.

Agora, nem pena tinha.

WAndrade – 18/12/2014

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publicado às 19:30

"Aperit oculum"!

por WAndrade, em 07.02.15

abreolho.jpgWAndrade15/01/2015

 

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publicado às 13:26

Regalo

por WAndrade, em 06.02.15

Juntava folhas, conchinhas, riachos, pauzinhos, madrugadas,

neves, bocados, silêncios e armadilhas.

Andava a coser uma manta, ornada com as pedrinhas

que também juntava.

Uma prenda, é…quando pronta estivesse, entregava.

Havia de cobrir-lhe os encanhos, que é de frente que se curam

os lanhos… os do peito, os da alma, os tamanhos, e também para

que soubesse, bem sabido, como foi ter juntado aquilo.

Depois, bem depois, sândalo, lavanda e carinho.

 

Se fosse o caso.

WAndrade – 14/01/2015

Só se fosse o caso…

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publicado às 12:03

É o tom

por WAndrade, em 25.01.15

O que leva e traz… leva e traz, invariavelmente.

O vento que lá ventou, aqui é conforme.

Sopra suas alcovitices, infla os balões da mexeriquice e traz

ais e uis de risadas, deboches, ironias e um qualquer anúncio,

à risota, sobre caras, vincos e assins.

Assim, para descanso da alma e branquejar do avalio próprio,

quer dizer, do carácter, é imperioso entender que não se leva

para a vida aquilo que vem amasiado com os copos.

De sempre em sempre, sempre tantos, faz-se papel de tolo,

lá, aqui, onde quer que cante ou conte o vento.

 

Ou o que leva e traz.

WAndrade – 25/01/2015

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publicado às 11:10


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