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Mills

por WAndrade, em 22.11.15

Já, já já, agradecer aos amigos do Infeerrno, que, mais uma vez aqui estiveram (estão) e nos levaram aos mais de 17.000 leitores, amigos... adorei ver que vocês estão a ler o blog no que ele tem de mais antigo, anos passados. Isso me deixou mesmo muito feliz!

Estou um bocadito afastada, eu sei, e por isso peços desculpas. Os motivos dão-me o meu melhor argumento, tudo de bom, não precisam de preocupar. Mais uma vez a vida me presenteou com uma belíssima viravoltavoltaemeiavamosdar (quem teve infância sabe do que falo). 

Ventos bons sopraram, ventos melhores levaram-me onde eu não podia prever, para dentro de mim mesma, quase leve, quase bom, quase em paz. Sim porque não se deve dar à essa moça (vida) o direito de pensar que acertou em cheio, muito cheia de si ela já é.

Enfim, realizei dois grandes sonhos nesse tempo em que fiquei aqui na casinha, pude encontrar outras vidas que precisaram de mim... revi conceitos, ouvi muito, entendi que superar o cancro vai muito além da tal da remissão, superar é entender que dói até quando fica bom e bonito. Um beijo, Dr. Ricardo (meu cirurgião lindo e ciumento).

No mais, vida que segue. Planos? Nenhuns... ou melhor, minha festa de 60 anos.

Mas isso deixo para falar no próximo texto.

WAndrade - 22/11/2015

 

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publicado às 11:55

Sabiá

por WAndrade, em 15.06.15

Então perguntas-me por ela.

Logo tu, a quem beijei os olhinhos molhados, lágrimas quentes de pirraça e ciúmes.

Justo tu, a quem guardei as mãozinhas geladas nas minhas, aquecidas ainda de mistérios.

Então perguntas-me por ela.

Dela não sei.

Mas sei de mim e da minha aflição quando não estás. Quando não vens.

WAndrade – 15/06/2015

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publicado às 21:30

Pietrá

por WAndrade, em 13.06.15

namorados.jpg

*Feliz dia dos namorados....

WAndrade - 12/06/2015

 

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publicado às 14:21

Lados

por WAndrade, em 07.04.15

Quando faço uma canção ou escrevo poesia ou cozinho salmon, eu me concentro, detalho à vírgula, ao fundo, àquela última pitada de coentro, quando faço estou para tudo.

Nada me desmove ou entrava quando quero e como quero acertar. 

Se não o fizer foi unicamente porque não quis, eu não quis. 

Não iludo com coisinhas, pequenisses, pouco sal, meia sentença ou semicolcheias.

Não confundo nem disparo, nunca, nunca, sem destino.

Ou frito ou não assino.

Minhas fazências, todas elas, têm a minha cara chapada, minhas mãos-cheias e "o meu chapéu tem três pontas",

que é para não deixar dúvidas de quem o usa. 

Não deixo rastos, deixo certezas. Não tenho medos, dou-me ao respeito, pois quando eu faço, eu mostro e, principalmente,

eu gosto daquilo que vejo.   

WAndrade - 07/04/2015

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publicado às 12:24

Domingo de Páscoa.

por WAndrade, em 05.04.15

Amigos do Infeerrno, a ementa do dia da Páscoa: Salmon Malandro.

E não? Quem nã tem bumbum nã faz trato com seringa, já dizia

Wania Andrade, mas isso é uma outra estória, de rir também,

mas, quem sabe, para outro momento.

No mais, um verde fresco, bem fresquinho e a certeza de que

o que hoje faço por alguém, amanhã será feito por mim. Quem bom!

Boa Páscoa a todos!

salmonwan.png

wanpascoa8.jpg

wanpascoa11.jpg

 WAndrade - 05/04/2015

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publicado às 15:38

Relevo

por WAndrade, em 19.02.15

‘Tava mesmo vento, um cortante de todos os lados, puxou o mais que

pode a gola do casaco, a proteger o pescoço, e saiu assim,

sem medo daquela friagem.

Gelo já tinha há tempos no coração, não era novidade.

Novo mesmo foi aquele encontro, depois de tanto tempo, aquele olá,

oferecendo a cara a um beijinho.

Pensou que ali tinha coisa, mas deu de si educação e retribuiu o cumprimento.

Aquilo sim era gelo de sua parte.

Manteve o olá apenas e seguiu a sorrir de leve,

perante o espanto do outro lado.

Sabia que ali teria conversa, pressentiu o assunto mas não voltou nem a cabeça.

Há muito que tinha ciência do que seria falado e, sinceramente,

não lhe interessava nem um pouco. Não folgava o fracasso alheio.

Agora, nem pena tinha.

WAndrade – 18/12/2014

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publicado às 19:30

É o tom

por WAndrade, em 25.01.15

O que leva e traz… leva e traz, invariavelmente.

O vento que lá ventou, aqui é conforme.

Sopra suas alcovitices, infla os balões da mexeriquice e traz

ais e uis de risadas, deboches, ironias e um qualquer anúncio,

à risota, sobre caras, vincos e assins.

Assim, para descanso da alma e branquejar do avalio próprio,

quer dizer, do carácter, é imperioso entender que não se leva

para a vida aquilo que vem amasiado com os copos.

De sempre em sempre, sempre tantos, faz-se papel de tolo,

lá, aqui, onde quer que cante ou conte o vento.

 

Ou o que leva e traz.

WAndrade – 25/01/2015

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publicado às 11:10

Líchia

por WAndrade, em 22.01.15

Nem chateação, nem aborrecimento. Nem pena, nem dó.

Talvez compaixão, que é de ter.

Bárbaro, em anseios das pratas, idolatra o fidalgo, aliciando-lhe

as benes, os apoios e a própria desgraça.

Alma acanhada assim definha, coitada, nem sonha o que lhe ceifa

o arbítrio, apenas zonza pelos cantos da vida, encalhada numa

estância alquebrada e fria;

incônscia e sem forças, deriva em si mesma…tonta…

Num escambo medonho e murcho, partilham-se sombras e foices…,

delusões…delírios entre aparências e bongôs.

Os descaminhos rebentam (aquilo que malgrado nasce…)

neste estirão sem norte, já vazio de figurantes

(desandos não rendem plateia).

Arrastos de um desenredo inanimado.

WAndrade-27/12/2014

então era isso?

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publicado às 13:07

Gracinha

por WAndrade, em 14.01.15

Quer dizer, a pessoa escolhe o lado borbulhante da vida,

esculhamba com todo o afeto que você sente por ela,

não te dá um telefonema, muda de país, não te diz um “ai”,

durante anos não quer saber se você está vivo, não te manda

uma bosta de um sms sequer.

Aí, você melhora, levanta, melhora mais, revive, mostra a cara de novo, refaz a vida.

Aíí, sabe-se lá porque, a “maravilha” resolve, escrever no dia do teu

aniversário, reclamando que você “nunca mais disse nada”

e ainda querendo te dar lição de vida!

Aííí, você manda ela t- - - - n - c -.

 

Aí, você é mal-educado.

WAndrade-28/12/2014

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publicado às 16:21

Feio

por WAndrade, em 13.01.15

Ai que me me gusta bailar… la bamba,

espalhar os pés no chão que se curva. Isso sim é viver!

Veias saltadas, alma alterada, semba, semba, obá,obá,obá!

La bamba epopeia, descamba, desanda, diz sim ao arauto do fundo,

ê bumbo, ê bumbo, ê limbo, ê boi!

Seguro morreu de…scabido, fez feio sentido naquilo que pensava ser.

E morreu sem saber que bastava um psiu, socorro, sou eu…

que no bambo da corda não tenho mais vez.

WAndrade-13/01/2015

Pago.

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publicado às 15:45


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