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Qualquer

por WAndrade, em 23.02.16

Marrapá!!!!

E eu que tanto falo em carácter, imagem e dignidade, tive hoje duas provas incontestáveis do quanto isto procede.

Passo a explicar:

Estou a fazer um curso num centro de formação que, outrora foi muito bom, tinha óptimos percursos e pessoas vivamente interessadas em que aquilo, instituição e formandos, desse certo.

Actualmente, não passa de um arremedo; as tais pessoas “vivamente interessadas” já têm, digamos, a “vidinha arrumada”, não é? E os formandos…os quem??? Ah, pois é…..

O que fica claro é que a arrogância, a prepotência e a grosseria da coordenação (?) (aliás, darling, mestrado não pressupõe educação a quem não teve berço, tá?); os maus bofes e a eterna falta de educação dos subalternos da secretaria e o estado obsoleto, insalubre e inseguro das instalações, não só fizeram baixar consideravelmente o nível cultural dos formandos (já que o centro neste momento tornou-se a última (e pior) opção para fazer formações(?)), como também fizeram decrescer o interesse dos incautos formadores que ainda aventuram-se a ali prestar algum serviço.

Terminado o intróito, os factos, senhoras e senhores, os factos.

A falar em (baixo) nível, uma colega, cujo carácter duvidoso já tinha sido notado (sempre é, certo?), aprontou mais uma. Ao tentar defender-se de um erro seu, contumaz, apontou como desculpa um pequeno deslize de outra colega, deixando a mesma numa situação deveras constrangedora, e o nosso formador numa situação pior ainda.

Este, que por mais de uma vez, já tinha comprovado o seu carácter alvo e digno em sala de aula, tomou a decisão dos que são limpos por dentro, além de não prejudicar a colega que foi covardemente atacada, retirou a observação que traria más consequências à senhora desprovida de dignidade qualquer.

 

É, minha senhora, aprenda, carácter sempre vem ao de cima. Todo.

E qualquer.

WAndrade – 23/02/2016

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publicado às 20:22

Cá por cá

por WAndrade, em 13.02.16

Ui, que já é fevereiro!

E eu nem falei de tanta coisa que tem acontecido. Motivo?

Novo curso, novo mesmo.

Eu disse que este ano ia desenvolver outras competências, não disse? Pois é…ah, pois é…

Bem, comecei o ano num curso de Gestão de Qualidade…o que não faz o desemprego com um ser humano praticamente normal, não é mesmo?

Pois, o curso e tal, pessoas novas, histórias novas, desafios, tudo lindo.

Tudo lindo se eu tivesse tido a paciência de ler o currículo do curso. Fiquei a saber na primeira aula, que foi de…Eletricidade……………..Lei de Ohm…………………………………

Segunda aula, Mecânica…………Medições, paquímetros, cálculos (é, eu disse cálculos) de dilatação linear, fórmulas de, com licença, Matemática. Juro por Deus, eu só não chorei, porque já me deixei disso há muito tempo e por que eu sou muito “macho, aê!”

A terceira aula, de Desenho técnico, foi fácil, não percebi a ponta de um corno, e ali fiquei com cara de paisagem, simples assim. Continuo a tentar perceber “quem é” a vista superior ou a vista lateral da planta de uma casa que tenho que apresentar como teste. Ok.

Explicada a ausência do blog, passemos às melhoridades.

E o carnaval, gente? A minha Mangueira*, linda, campeã, Maria Betânia** rainha!

Mas também não fiz feio cá na terra. Fui sambar. Quer dizer, aqui fica mais no nível da lembrança+saudade+invenção, dado que no, “baile”, há de tudo um pouco, ou seja, há samba e depois rock pesado e depois, techno e aí volta para Iveeeeeete e tem techno, enfim, só com muita alegria e vontade e as boas companhias, podem acreditar.

O que eu sei é que, depois da minha dança no pé, ganhei uma bomba de confetes, que levei quase três dias para tirar do cabelo. A alegria daquela noite valeu cada pedacinho colorido no cachecol.

Carnaval passando, ainda rolou um cinema (adoro essa coisa de rolar…hehehe) e chuva, claro, aliás como chove!

Findo o feriado animado, vida normalzinha. Por conta da chuva, o modem passou-se e tive que chamar o técnico. Ui, que dia!

O rapaz, brasileiro e muito bem parecido, por sinal, achou de meter conversa e, pasmem, me convidou a sair para um copo, pois, palavras dele, “eu precisava saber que ainda era uma mulher muito interessante, uma mulher como ele gostava, madura e ainda tinha muito para viver”. Dizendo isso, puxou do telemóvel e dedicou-me uma canção, a dizer que tinha tudo a ver com o “meu momento”. Prefiro pular esta parte.

Tive ímpetos de lhe dizer, ao pé do ouvido, a minha idade. Coisa que ele não percebeu de todo.

Claro que fiquei orgulhosa!

E dando os trâmites por findos, como diria Vinícius***, esta semana, indo para o almoço,

para-me a GNR. O Sr. Agente, muito cônscio de seu dever fez cara de autoridade e pediu-me os documentos. Ao ver a minha nacionalidade, diz: “Brasileira…uma mulher quente!!!”

Eu, com fome, atrasada e sem querer alongar aquilo, respondi: “Sim, senhor mas já estou cá há quatorze anos…”. Ele, visivelmente decepcionado, devolveu-me os documentos e disse: “Óh, então já não é mais nada….pode ir”.

Boa semana para todos.

* Estação Primeira de Mangueira - Escola de Samba

**Maria Betânia - Cantora e Deusa

***Vinícius de Moraes - um dos maiores poetas brasileiros e grande compositor

 

WAndrade – 13/02/2016

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publicado às 13:34


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