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Teorias...

por WAndrade, em 13.09.15

Ei… olha… descansa que eu não vou falar de amor, coisa que aliás nem

poderia, não depois deste último engambelo, do qual, aliás,

livrei-me com o teu abraço.

Não, não vou citar Gardel (de quem tanto gosto) ou oferecer-te

gardénias (a prima-irmã da rosa, lembras?), para não pensares

que dou-me assim a todas.

Não, vou apenas pedir que releias o teu desabafo.

Estou aqui mas não moverei um cílio para te ir buscar.

Repara na quantidade de “queros, não posso, sinto muito, socorro”

que escreveste.

Meu cavalo alado pediu férias sem vencimentos (e tempo indeterminado), estou a pé e sem poder andar, como sabes. Além do mais, aquilo que desarvora os teus dias de tempos em tempos é o que te faz afastar-me e isso sabes bem.

Não estou mais para isso, é certo que tenho aqui todos os alentos

de que tanto precisas e foges. Os carinhos que tanto a ti instigam e

afugentas, a gana que os teus olhos teimosos insistem

em deixar de ver (nos meus).

Não, não te vou (mais) falar de amor.

Se o quiseres viver relê a minha última frase.

E pensa no teu final de semana.

WAndrade – 13/09/2105

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publicado às 14:16

Desarreda

por WAndrade, em 01.09.15

Então que tenho novos vizinhos. Porta com porta. Eu disse novos vizinhos, mesmo novos. Quatro rapazes entre os vinte e pouco e os vinte e pouquíssimos anos, alegres, educados, enfim, vinte anos…ai. Vamos lá imaginar, um T0* com quatro moradores, homens. Tranquilo…

Não fosse a questão que me traz a este texto. Os móveis (incluídos no arrende) que os meninos, evidentemente, não puderam lá manter, visto que quatro camas num T0 mais os móveis, claro que alguma coisa iria sobrar: uma estante, duas poltronas e a bicicleta de um deles. Tudo no hall de entrada do prédio (que já não é assim nenhum exemplo de beleza ou de estilo).

A mim nada afectou, já há algum tempo danço a dança e sigo em frente. Mas…nem tudo são flores, dentre todos os três antigos moradores do prédio fui a “escolhida” (única mulher) para convocar a “retirada imediata daquela coisarada” da nossa tão majestosa e imperial portaria. Palavras do morador mais velho do recinto, que de tudo sempre a todos reclama.

Claro que com um quarto de hora de prosa estava tudo resolvido, os móveis retirados e a paz restituída ao local.

Mas o que me fez parar e escrever foi o reconhecer de como a vida é fácil e como somos capazes de a complicar. Quando referi que o posicionamento dos móveis atrapalhava a leitura da água e do gás, o miúdo me respondeu, dando de ombros, tranquilo, como requer a vida, seja aos 20 ou aos 80 anos: atrapalha? Desarreda.

Aprendi.

WAndrade – 01/09/2015

*T0 – imóvel com apenas uma assoalhada

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publicado às 19:13

Desnorte

por WAndrade, em 01.09.15

Sai do meu silêncio, pelo amor de Deus, já que eu não consigo

deixar de ser teu.

Muda de caminho, desinfecta, sai, deixa-me deixa sozinho,

vê se te distrais com algum outro pergaminho.

Este peito é meu, nunca que eu pedi as tuas mãos aqui, tão próximas

de serem dor de me tocar, nunca quis teu rosto tão rente do meu,

tão rente, tão quente, nem tentes, te arranho a sério.

Sai da minha língua, que esse doce é meu, fundo assim amargas …

que é que foi que te deu?

Não sou teu avesso, nem tua metade, nem teu lado peste ávido

de partes, nem teu lado santo húmido de culpas.

Sai dos meus domínios, bebe o teu dulçor, já que não consegues

deixar de ser eu.  

WAndrade – 01/09/2015

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publicado às 19:02


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""Umas estórias de amor" - Wania Andrade


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