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por WAndrade, em 29.07.13

Você não sabe, mas todos os dias estou a seu lado,

tão, mas tão perto que podia tocar seus cabelos.

Não, assim também não, exagero.

Mas todos os dias penso que  quando passo por você

podia bem ganhar um bónus do Pai do Céu – já mereço, ô!

Encontrar você, olhar bem dentro dos seus olhos e dizer…

olha que eu não ia dizer era porra nenhuma, porque uma pessoa que me faz

sentir tanta saudade, das duas uma, merece uma surra ou

merece ser levada para minha casa para saber bem sabido o que é ser amada.

 

(A segunda alternativa é mais o meu estilo)  

WAndrade – 29/07/2013

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publicado às 21:28

Orgulho

por WAndrade, em 28.07.13

É verdade, podia ligar, procurar, assuntar...

Tá, pode até ser orgulho besta,

mas e a voz tremida na emoção de falar?

Como esconder, disfarçar?

E dizer o que, além do que é cansado de se saber?

Tinha assunto? Claro que tinha. Guardou os melhores

para dividir só com aquele amor.

O dia em que isso, o momento em que aquilo…

Ah, nada disso, queria mesmo, mesmo era falar da saudade,

da falta que faziam aqueles olhos, aquela risada, a cumplicidade,

o sempre de mãos dadas, fosse o que fosse, desse o que desse.

Queria mesmo era dizer: não esqueci, amo tanto, tanto,

não tem problema, estou aqui…

Ai que raiva!

WAndrade – 28/07/2013

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publicado às 12:32

Cilada

por WAndrade, em 28.07.13

Não te deixes perder-me de vez, não te deixes…

Não te deixes perder este amor tão tanto que eu sinto por ti.

O que cogitas teu dista de ti oceanos.

Não te deixes deixar-me ir.

Não te deixes ver que já tomo conta de mim, sem de ti dar conta.

Não te deixes ver que aprendi a esquecer.

WAndrade – 11/02/2013

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publicado às 11:57

Exposição

por WAndrade, em 28.07.13

Ginja, febras (fevras?), balões

Tratores, crianças, velhotes

Mobílias, gritos, ranchos, caixotes

Um tudo à mistura na cidade agitada pela festa do ano.

Para variar, foi ao contrário da multidão,

esbarrando aqui e ali, olhos de não ver,

já que aquilo conhecia de muito tempo e,

para variar, nada mudava. Nem suas lembranças.

Ao pão com chouriça não resistiu e nem ao fino “gelado”…

(uma volta a mais de bicicleta e tudo arranjado).

O rock de sempre não lhe fez encanto, talvez um balanço

encabulado, para variar.

Uma última volta para ver as modas (de sempre, de sempre)

E na solidão dos passos vagarosos na volta para casa, jurou

que seria a última vez que passava por aquilo.

WAndrade – 28/07/2013

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publicado às 11:24

Sobrevida

por WAndrade, em 25.07.13

Desculpe, mas acho que não me fiz entender.

Não pedi opinião nem ajuda nem apoio.

Vivo, com vivo comigo e a mim me basto...aliás, mentira

Vivo, com vivo comigo e com este amor, que a mim me basta, 

me alegra, me assusta, me susta às vezes, dá-me asas, lágrimas

sorrisos e loucura.

Vivemos aqui pelas dobraduras das ruas, no céu, no mar,

nos caminhos meus, nos cantos da casa de flores e mirra no ar.

Mas insisto, a mais ninguém interessa meu tortuoso ou meu justo,

não mais, não agora que, a penas de seixo,

desdobrei meus silêncios, olhares e algum naco inquieto de paz.  

Esse direito dou aos poucos, a poucos, muito poucos.

Eu comigo me dano ou me entendo, comigo e com este amor sobrevivo.

WAndrade - 25/07/2013 

 

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publicado às 19:32

Oito

por WAndrade, em 25.07.13

Não tem tempo para bom tempo no coração...

Oito minutos, talvez!

WAndrade - 25/07/2013

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publicado às 19:09

Sabbatum

por WAndrade, em 20.07.13

Às vezes pensava que apesar de todas as diferenças

nas histórias que se descruzaram por motivos vários,

que apesar dos momentos dissemelhantes,

dos desaveres e desavinhos, das entrelinhas e distância, pensava…

Pensava que apesar do laçarote gasto e mal feito naquele

presente descabido e que apesar de viver e desviver só seus descosturos 

e desalinhos...

sabia, como sabia, passavam, cada qual com sua sina,

os sábados assim, na mais completa solidão…

WAndrade – 20/07/2013

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publicado às 23:40

Assim

por WAndrade, em 19.07.13

Era mesmo um tipo esquisito

Como só tinha olhos para aquele amor,

fechou-se em copas…ases e ouros.

Mas não para a vida, que esta dava-lhe até algum gozo.

Algum bom par de pernas ainda lhe virava a cabeça, ora não?

Um bom par de olhos, mais ainda, porém disso não passava.

Passava os dias aguçando o sentimento, afiando o coração

para quando… para quando… o que mesmo?

Tinha esperança!

 

Era mesmo um tipo esquisito. 

WAndrade – 19/07/2013

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publicado às 20:39

Vazios

por WAndrade, em 19.07.13

Quis o vento, o mar, a terra inteira a seus pés, os moinhos.

A lua, não fazia questão, mas por inteiro o céu para voar ilimitado,

porém o pensamento desgovernado não atinava que só aprende

o vôo quem dá valor às asas que tem.

Quis…as noites, as ruas, braços, percalços viessem, quis.

Incauto de verdades, o coração era inteiro um desguardo,

no fundo, no fundo, vivia num deserto, rodeado de  lacunas, oco.

Mas queria era função, arredar do pensamento o que fosse ponderável,

fazer da vida um infindável navegar de nadas e assim instigar, por certo, alguma graça.

Pois é, quis e apostou alto todas as fichas…

No destrambelho em que agora se encontrava, farsava

a alegria dos inebriados como verdadeira fosse.

O coração? Este, vagava pelo peito ainda mais deserto, descalvado e vago,

caído em desabrigo…

Céu ilimitado como queria… de vazios.

Pois é!

WAndrade – 19/03/2013

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publicado às 15:54

Hora

por WAndrade, em 17.07.13

"Ó, faz assim, se ficar difícil sair, se der medo, me liga, chama,

pede que eu vou te buscar.

O medo sabe muito bem quem sou eu e não se atreve a chegar

quando sabe que sou eu que ali estou.

Me chama que eu guardo tua mão na minha, conchinha,

te trago no abraço de que tanto precisas e te faço flor outra vez.

Acredita só mais uma vez e vem."

WAndrade 08/07/2013"

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publicado às 20:08

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