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Silencio

por WAndrade, em 19.07.11

Perdão se não te falo desta dor,

não te quero causar uma maior ainda,

não tenho o direito de lesar a frescura da tua alma delicada e gentil

jamais me permitiria macular o brilho que vejo nesses teus claros olhos-girassóis

Perdão se não te digo do lanho que dobra o coração em dor, ainda.

Perdão por ainda doer...

Perdão se não há barreira que impeça o rio de jorrar, mesmo com toda a força que tento, mesmo quando me imponho um risco na cara para não te faze doer (mais)

Perdão se não consigo ir além dessa grossa crosta que tanto te arranha, quando deveria

te aninhar e cobrir de mimos e doçuras

Se contigo não divido o que esgarça-me o peito é para resguardar-te de mim, protejo-te apenas da aspereza, da dureza da pedra, onde, ainda assim, te enconchas à noite, feito um passarinho que adormece no vendaval.

WAndrade - 19/07/2011

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publicado às 16:40

Ao redor

por WAndrade, em 19.07.11

Repara que a vida não pára ainda que a tua ferida

verta mais e mais de mágoas e cansaços...

a moça alinha os cabelos, contínua como a vida

serve-se o almoço nas casas e tabernas, crianças criançam nas praças, ruas e lares

aquele um travou fundo, ih, quase bateu! Outro, de bochechas encarnadas de vinho...

Faz sol no julho quase verão deste ano...estranho!

Repara que a vida não pára ainda que a tua ferida

verta mais e mais de mágoas e cansaços...

nenhuma vida pára para aninhar tua dor

 

Podias ter um cão. Ou não?

WAndrade - 19/07/2011

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publicado às 16:39

Não é caso para tanto

por WAndrade, em 09.07.11

Digo a um girassol: dias como estes não aconchegam ciúmes nem birras

No deserto por vezes pairam nuvens de chumbo e há que afastá-las

A custo, a sol, a ventos de letras e rimas (ou sem), há que soprá-las para

longe...

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publicado às 09:29

Eu e meu menino

por WAndrade, em 09.07.11

Quando fico muito triste

Meu menino maluquinho* entra em cena, em mim

Deve ser para me proteger, fica com dó e me abraça

Hoje vestiu uma calça larga, uma camisa meio rasgada

Arrepiou os cabelos com gel e foi à vida (?)

Beberá mais do que o normal, assediará meninas com

aquele olhar que nem eu mesma conheço ou provei,

dirá palavrões, impropérios, se calhar coçará o “chaveiro”

mais um pouco e vai arrumar uma discussão e dizer um monte...

Irritado, levar-me-à para casa, deitando-me carinhosamente numa

cama de nuvens, aromada de alfazema e sândalo.

Tem gente que sabe a sândalo, não tem?

WAndrade - 09/07/2011

 

* o menino maluquinho - personagem literário do escritor brasileiro Ziraldo

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publicado às 09:11

Adiós, niña!

por WAndrade, em 08.07.11

Te amo, espanhola!

Até logo, adeus, não.

Teu olho que teimou em não brilhar

Desviou-se do meu,  apagou-se, isto sim, na hora final

Tua mão que ficou no ar, à espera da minha,

Não pude... não te poderia tocar, susto...

A canção que ficará entre mares...marés...

Querias, eu sei, curioso aquele último olhar...

Te amo espanhola!

Cuida também de ti

Por aqui, vou àquele fino, prometo.

O que não prometo é aqui voltar, sabendo-te longe...

Se não sabemos o que é, o que será, pra que?

Ai, a placidez do teu olhar, mentias, espanhola, doías,

Tanto ou mais do que eu...

E, tanto quanto eu, sabes que isso ainda agora começou

O destino é sábio, disseste-o com os olhos molhados

Tanto quanto eu.  

WAndrade - 08/07/2011

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publicado às 21:11

Trégua

por WAndrade, em 06.07.11

Baixei as armas, pousei-as aos meus pés, (nunca se sabe...)

Estanquei a luta comigo, com meus viveres, com meus sonhares...Agora é hoje.

Descansar neste colo, os seios teus, todos os meus doloridos, a dor de cabeça...

Despesar os olhos, enlevesar a alma, enlevar os pensamentos miúdos

Intentar que o orvalho envolva a pedra que habita o deserto que meu peito abriga.

-“Deixa-te levar, meu amor”!  A delicadeza do carinho dito, assim em calma, no desarrumo dos lençóis, adormece, por fim, a alma exausta e delinquente, insóbria e tão descuidada de atenção.


Baixei as armas, darei uma trégua a mim mesma.

Vou ali me estender nesta moça e volto já!!!

WAndrade - 07/2011

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publicado às 14:29


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""Umas estórias de amor" - Wania Andrade


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