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Revisitando

por WAndrade, em 29.11.09

WAndrade - 11/2009

2013

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publicado às 13:28

Lembrando de umas coisas

por WAndrade, em 29.11.09

 

Bom domingo, infernland!
 
Não sei porque (claro que sei...) hoje lembrei de um acontecimento de muitos anos.
Eu vivia perto do Colégio Militar (RJ), numa época em que crimes violentos eram muito, mas muito raros, e, qdo aconteciam viravam notícia séria, não essa coisa corriqueira de 5ª para vender jornal de 10ª. Esses crimes eram, sim, investigados, os criminosos presos e julgados, enfim, coisa mesmo séria.
Portanto, no colégio aconteceu, não lembro mais como e nem porque um desses crimes, um colega matou o outro com uma facada, numa briga, imaginem, por uma vaga num torneio de qq merda q ia acontecer.
Enfim, no dia do sepultamento, aquela cena de tristeza e pasmo total, um jornalista q fazia a cobertura do fato fez uma pergunta à mãe do morto: “ como a senhora se sente de seu filho ter sido morto por um colega, dentro do Colégio, onde a segurança deveria ser total?”
A resposta da mãe q perdeu o filho, foi mais ou menos esta: “ Eu? Eu sinto muita pena da mãe do assassino do meu filho. Nessa infelicidade toda eu prefiro ser a mãe do que morreu”.
  
Nunca mais esqueci isso.
 
É, deve ser terrível acordar todos os dias e saber que foi o motivo da infelicidade de outra pessoa. 
Para quem tem, pelo menos 250 gramas de caráter e dignidade.
Para os ocos de alma, isso sai na urina.
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publicado às 12:52

Credo, uma canção

por WAndrade, em 28.11.09

A canção chama-se Credo (em todos os sentidos):

 

" Fica sempre o molde do punhal, na mão de quem golpeia

Tenha isso em consideração, na hora em q for tocar em alguém

Pode ser sua mãe, pode ser quem lhe faz prazer,

Pode ser um estranho, q ainda assim vai se arrepiar,

Do estrago medonho que isso lhe vai causar, sem o pobre saber porque

 

Arde o fogo da ingratidão na cara do ingrato

Leve isso como uma questão, na hora em que for olhar p alguém,

Que pode ser qualquer um, novo ou velho,

Mas pense no caso, de um dia, ao acaso, esbarrar num espelho."

 

Wania Andrade - letra e música, nov 2009 

 

Curiosidade: Essa é a letra original, no youtube ainda está o estudo da canção. Eu amei a primeira frase...não é por ser minha, não, mas é boa!

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publicado às 14:09

o passar do tempo

por WAndrade, em 26.11.09

 

Deixou que o tempo passasse e foi o mais acertado.

Parou, olhou e começou a reparar em volta com menos ansiedade.

Não se surpreendeu com o que viu, na verdade, até porque, sabia fato, não se muda uma essência. Uma vez destorcida e mal formada, assim sempre será. Maneiras (mal) estudadas, egos (pobres) inflados a custos duvidosos, litros e litros do melhor verniz,  não conseguem camuflar, ao menos, o que se tem dentro, quando isso é nascido restolho.  

Não, não se surpreendeu, ao contrário, divertia-se e muito com as naturezas impecáveis.

O que é patético, justamente pelo raso caráter que possui, enreda-se no seu próprio desvairio, vende uma imagem de respeito e dignidade, mas quando confrontado ou, ainda, quando há a real necessidade de usar o produto que vende, o que vem à tona é o que realmente é, um embuste, e aí, desanda gloriosamente. Precisando ser alvo de algum louvor,  não percebe o triste papel que faz, sendo a piada e o menear de cabeça de todos (por trás, é claro).

Seria de rir, não fosse de pasmar.

Sempre pensara que ouvir uma mentira tinha um gosto especial, porque uma mentira nunca vem sozinha, precisa de turma para dar o aval e quando a turma se junta, aí é o gozo supremo, dá gosto esperar! Porque “uma coisa que era, deixa de ser ou não era bem assim”, não dá para lembrar mentiras de turma, claro, então o rolo se forma, a bagunça mental mais se instala e quem ouve dá-se apenas ao trabalho de deitar para rir.

Uma frase muito interessante que um dia ouvira e que agora visitava-lhe muito o pensamento era: “Trate as pessoas como elas querem ser tratadas, você vai se divertir muito”. Fazia sentido, quando percebia o quanto os frágeis emocionais se adonam de personalidade, recreava-se a dar -lhes o gás necessário para inflar seus egos desapetrechados de conteúdo. Ou seja, concordava, dizia que estavam certos (afinal, eles acreditam fielmente que sempre estão certos), sim, sim, e ir fazer outra coisa melhor e mais útil.

 

Então deu-se tempo, parou, olhou e aprendeu que tinha que dar às pessoas exatamente aquilo que elas queriam.

Desceu, enfim, dos seus divagares e lembrou de um dizer antigo: “o tempo vira, a lua mingua, o vento muda!

Achou que convinha sempre pensar nisso.

WAndrade - 26/11/2009

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publicado às 20:18


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